Andressa e o Baú da Felicidade

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Ganhei nova flatmate, Andressa, brasileira, paulista "PL" (pobre loka) de Santo André. Mais uma que se rendeu a caixa de areia de Al Qusais e veio se jogar no deserto. Ela até morava bem, coitada, no meio do muvuco de Dubai, em Bur Dubai, uma coisa meio Rua 25 de Março daqui que eu adoro. O problema era a flatmate dela da Malásia que decorava a casa com Hello Kittie e que só dormia no sofá. SÓ DORMIA NO SOFÁ MEEESSSSMOOO!

Fizemos o "rézistro" desse momento emocionante quando ela recebe as chaves da casa própria junto com todos os prêmios do Baú da Felicidade, que nesse caso foi um caminhãozinho com dois paquistaneses que ela pagou pra trazer as coisas dela de um lado da cidade pro outro. Infelizmente perdemos o registro de Andressa na boléia do caminhão com os chegados pak dela.


Mas os outros tão aqui ó:



Andressa recebendo as chaves do nosso porteiro indiano


Nesse momento eu acho que dizia: "eu sei que a emoção é forte, mas não chora, Andressa."


Andressa recebendo todos os "prêmios" do seu Caminhão do Baú da Felicidade


E aos poucos eu vou redescobrindo como é dividir meu espaço com mais alguém. Já não dá mais pra dar uma de índio e andar pelada em casa. Mas em compensação, olha o "bar" aqui de casa em apenas uma semana.


Antes de Andressa

Depois de Andressa


Raio-x em Casablanca

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Acabei de chegar de Casablanca, no Marrocos e devo confessar que mudei totalmente a concepção que tinha sobre a cidade. Consegui ver uma nova Casablanca, exótica mas cosmopolita, e acima de tudo muito viva, com gente na rua, aproveitando o fim de semana. Juro que me senti dentro do filme que leva o mesmo nome e que é um dos meus favoritos.

Tudo ia bem até chegar ao aeroporto pra pegar o caminho de volta. Não comprei nada em Casablanca, porque o forte deles é cerâmica e carregar cerâmica de um lado pro outro e em bagagem de avião não é assim uma boa idéia. Todo o crew passou e eu era quase uma das últimas a passar no raio-x. O guardinha me para e pede pra eu abrir minha mala. Abriria numa boa, não ia achar nada demais mesmo, mas o problema é que minha mala está com o trinco quebrado e não levei ainda pra arrumar pra evitar a fadiga, sabe cumé? Quando chego no hotel peço pra alguém subir com um pé-de-cabra pra abrir o trinco.

Sorte que tinha um dos meus chefes que é libanês e explicou pro cara que eu precisaria de uma faca no mínimo pra abrir a mala. Ele disse que não tinha e que ia ter que abrir de qualquer jeito. O problema é que tinha uma figura mostrando no raio-x que tava meio estranha, parecia uma cenoura grande e nem eu mesma conseguia reconhecer que porra era aquela. Mas tava tranquila pois com o trinco quebrado a chance de alguém ter colocado alguma coisa lá dentro era nula.

Aí o meu chefe falou alguma coisa em árabe e o cara deixou eu passar. Depois ele me explicou que tentou livrar a minha porque pela forma mostrada no raio-x pensou que eu estava levando um vibrador na mala. Em Dubai vibrador e brinquedos sexuais são artigos proibidos mas no Marrocos provavelmente não. Na hora eu ri, mas fiquei com vergonha porque como não conseguia explicar o que era aquilo ficava aquela situação chata e tal de "será?".

Quebrei a cabeça relembrando tudo que tinha na mala e por fim descobri o mistério. Coloquei uma sapatinha e uma sandália flat juntas na mesma sacola. Nisso elas meio que mudaram de posição e se mostravam como uma figura alongada. Bom, então já sabe. Nada de dois sapatos na mesma sacola quando for viajar, pra não se passar por safadinha.

Quando fecham uma porta...

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Encontrei no blog da Carol.

E você ainda pensou que brasileiro é que não desistia nunca. É aquela história. Quando fecham uma porta na sua vida, Deus vai lá e abre uma janela. Mas se Deus tava muito ocupado e esqueceu de abrir a sua veneziana, vai lá meu filho, literalmente na cara e coragem e abra seu espaço ao sol.



Acho que ele é primo do Anish, porteiro lá do prédio da Valéria que fez a mesma coisa. Quebrou a porta de vidro automática com a testa. Deve ser primo porque Anish ou é indiano ou paquistanês, um dos dois, no máximo nepalês, como um dos seguranças aqui no meu prédio.

Sim, se em São Paulo porteiro é nordestino, aqui ou é uma das duas nacionalidades. E nunca reclame do seu porteiro aí no Brasil, assim como nunca reclame de taxistas aí, porque você não faz idéia de como são aqui. Fazem que entendem o que você fala mas estão lá sempre pra dificultar sua vida. Vê você morrendo com compras pra tirar do taxi e colocar no carrinho e não levanta um dedo pra te ajudar. Visita entrar depois das 1:30 da manhã, esquece. Só se for crew também.

Aí nego anda quer que eu ajude a colocar mala no bagageiro cheia de leite Ninho que eles comprar no Duty Free. Má nem morta!

Eu quero ir pra Lagos

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Fiquei puta da vida que eu tinha um voo pra Lagos, diga-se de passagem um dos piores, mas tava light, não tava cheio. Já tava conformada e até feliz pensando que ir pra Nigéria é coisa de uma vez na vida e só se for a trabalho porque não tem a mínima razão de ir pra lá de bobeira.

Estava lendo a briefing sheet (instruções para o crew) do voo e fiquei mais empolgada ainda. Dizia mais ou menos assim: esperar a escolta armada que vai acompanhar o ônibus, manter a porta do quarto sempre com o trinco de segurança, não dar nenhuma informação pessoal ao hotel, nem mesmo e-mail que aparentemente isso faz parte de um esquema, não conversar com pessoas desconhecidas, além de ser estritamente recomendável a não deixar o hotel em situação nenhuma... e por aí ia.

Fala se não é pra querer ir?

sábado, 10 de outubro de 2009



Um amigo meu me contou sobre uma fruta consumida principalmente na Tailândia, Singapura e Vietnan que era conhecida principalmente pelo seu cheiro, muito forte e que muita gente associava com um cheiro de banheiro fedido. Ele mesmo disse que um dia tentou experimentar um shake dessa fruta e deu dois goles e não conseguiu mais. Disse pra eu procurar em alguma das minhas viagens a um desses países e que se eu gostasse nós teríamos que rever a nossa amizade. O nome dessa fruta é "durian".

Fui perguntar pro chinês, que é minha fonte de assuntos asiáticos em geral e não para minha surpresa ele disse que não só conhecia a fruta como adorava. Sem surpresa porque asiático come de tudo e até onde sei meu chinês só não come carne de cachorro. Pois em minha última viagem a Singapura abri um espaço entre as compras pra ir buscar essa fruta.

Perguntei pro taxista e ele me disse que tinha uma feira ali por perto que eu poderia encontrar Durian. Quando cheguei na feira percebi o cheiro de longe. Juro. Na verdade descobri que o cheiro não me era estranho e que possivelmente já tinha sentido antes em Bangkok provavelmente. Não consigo descrever como cheiro de banheiro mas para mim parece mais como um cheiro de jaca salgada. Sim, jaca salgada. Se jaca doce já difícil imagina uma jaca salgada.
Eles ja vendiam cortadinho e empacotado. Pedi o rapazinho pra abrir um pra que eu pudesse cheirar e talvez provar. Ele abriu e não deu. É podre o negócio. Mas a história conta que se você conseguir passar pelo cheiro vai poder saborear uma deliciosa fruta. Ah tá! Não cima de mim não, xuxu.

Entre as milhares de multas impostas pelo governo que fazem de Singapura um dos lugares mais civilizados do mundo existe até uma contra a fruta. Durian cheira tão mal que é proibido transportar a fruta em meios de transporte coletivos em Singapura.

Foto: Wikipedia


Foto: Wikipedia


A fruta já empacotada para venda

Zurique - Suíça

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

País de primeira é outra história né...

Mas pra mim ao mesmo tempo é tão monótono, tudo funciona perfeito, sem muita emoção. Eu já descobri que eu gosto mesmo é de Ásia, é onde você junta história pra contar, como ser expulsa de clube de ping-pong show em Bangkok (já, já eu conto). E no fim das contas Europa é Europa. Essa história de que de uma pequena distância de país pra país muda muito é balela. Muda a língua, isso muda. Mas a trindade Igreja, ruazinha de pedra a casario é a mesma em qualquer país por lá. Bem chatinho pra pessoas como eu que quer mesmo é ver o oco.

A parte de que tudo funciona perfeito só é quebrada quando você senta pra comer alguma coisa em algum dos restaurantes da cidade velha. Tudo é o olho da cara. O custo de vida na Suíça é altíssimo. Tipo assim, 40CHF, quase o equivalente a U$40 por um fondue de queijo com pão. Dividimos um fondue em quatro, até porque aquilo é uma bomba calórica. Garçom paquistanês com aquela educação aprendida em Karachi. Dei centavos de gorjeta pra largar de ser idiota. Depois ele veio perguntar de onde éramos e contou que vivia lá com a família, tinha passaporte suíço, mas que queria voltar com os filhos pro paquistão. Tipo assim, com um dos melhores sistemas educacionais e ainda por cima gratuito na Suíça o cara quer levar os filhos pro Paquistão. Juro que se fosse essas crianças e meu pai me tirasse da Suíça pra me levar pro Paquistão eu dava na cara dele quando eu crescesse.

Depois disso demos um rolê em um pub, com uma concentração de homem bonito que nunca vi. Na Suíça quase todo mundo é bonito. Até os faxineiros do avião! Entre o crew com quem saí estavam dois gays. Um muito gente boa e outro um libanês mais afeminado que eu e todas as meninas daquele avião juntas. Mas jurava de pés juntos que era hetero. Um ultraje à minha inteligência. Bem vi que tava todo babado com os suíços e ainda assim tentando pagar de macho. Enfim, lembra do fondue de 40CHF? Pois é, nada bateu a shawarma (churrasquinho grego em pão árabe) criada que matou a fome por apenas 8CHF. Claro que a "biçinha" (nego assim não merece ser chamado de gay) libanesa ficou com medo de infecção intestinal e quis ir no McDonalds. É "biça" até as lombrigas.

Contabilizando tudo vi que se pegar outro voo pra Zurich eu troco fácil por um Pequim. O que deu pra ver que realmente vale a pena na Suíça é ir conhecer o campo, com aquelas montanhas todas verdes, com os alpes ao fundo, com aquelas vaquinhas do Milkbar e tirolês cantando iolerêhihi.

Ele jurou que era um autêntico suíço


A parte antiga da cidade











Cartão-postal


R$ 30 por uma caipirinha

O pontinho branco é um cisne o preto é um pato. Se fosse no Brasil nego já tinha derrubado os coitados no chumbinho



"Some people can not handle Europe"






Sean (Canadá), eu e Jaime (Brasil-sil-sil)

Manual do Passageiro Consciente - Lição N. 3

sábado, 3 de outubro de 2009

"É favor não ficar a tôa na galley"



Como eu queria um sinal desses no avião em letras vermelhas e garrafais. Pra quem não sabe, galley é a "cozinha" do avião, que pode ser lá no fundo, lá no meio ou lá na frente, depende do modelo do avião e da classe em que você esteja. Mas enfim, nem vou falar sobre as outras classes porque sei que você é pobre como eu e só viaja de econômica mesmo. Então, passageiro consciente não fica parado em pé lá se esticando, tomando seu drink ou batendo papo. Tipo assim, não sei se você percebeu mas TEM GENTE TENTANDO TRABALHAR NESSE MINÚSCULO ESPAÇO onde já não é suficiente pros comissários, imagina pra geral.


Tipo assim, sinta se livre, e eu realmente aprecio quando você vem até a galley pedir o seu drink, isso me evita andar toda a cabine pra ir te servir um copo d'agua. Mas assim que eu te der seu drink, vaza mérmão, rala peito, vira eixo. Não sei se você percebeu mas galley é um lugar meio escondidinho onde nós também constumamos fazer nossas refeições e descansar um pouco da caustrofóbica situação de dividir o mesmo ar e aquele espaço pequeno com mais 300 pessoas.


Então já sabe. "Sai daquiiiiiiiiiiiiiiii"!





"R5A, passando meu check: galley tá segura"

Lone Park Koala Sancturay - Brisbane

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Desculpa gente, mas tem coisa mais fofa no mundo?

Conselho para a seleção da Emirates

domingo, 27 de setembro de 2009


Bom, que todo mundo interessado já está sabendo que vai ter open day pra selecionar novos cabin crew pra Emirates. A seleção é feita pela Fly Right International (procura a comunidade no orkut para mais informações). Pra galera que vai tentar, se ainda dá tempo, aqui vão meus conselhos básicos e necessários.

- Antes de tudo lembre que não existe competição entre os candidatos. Não tenta derrubar o outro que quem vai cair é você.

- Não estão procurando por nenhuma posição de gerência, pelo contrário, você tem que demonstrar que sabe seguir ordens, respeita hierarquia e consegue conviver bem com todo tipo de gente. Lembre disso para todas as suas respostas ligadas a seu passado profissional.

- Não precisa ser bonito, precisa saber se apresentar bem. Meninos de barba feita, cabelo engomadinho e na beca. Meninas de coque e de preferência um batom vermelho e maquiagem levinha, de preferência sombra marrom. Não me faça uma maquiagem muito forte que parece uma palhaça junto com o batom vermelho.

- Nos exercícios em grupo, por mais que os seus outros colegas apresente as idéias mais idiotas e absurdas que você já ouviu (e isso vai acontecer, pode escrever) tente não fazer cara de "tô passada com você" e faz cara de paisagem, sabe? Finge que continua prestando atenção. Se for realmente necessário discordar, depois que a pessoa falou o absurdo, diz que você considera a opinião da pessoa mas que acha melhor seguir por outro caminho e sempre peça a reafirmação do grupo tipo: "então, o que ele falou é interessante, mas eu acho que deveriamos escolher esse outro aqui, o que vocês acham?". Geralmente as pessoas de bem, e de miolos, vao concordar com você.

- Se você tem italianos na família, esquece seu passado e segura sua mão. Nada de falar com a mão, gestos expansivos. Fale em um tom de voz agradável e tente manter a mão junto ao corpo, coisa de lady, sabe?

- Nunca. Eu disse NUNCA, fale em português ou outra língua com seus colegas. O idioma oficial do assessmente é o inglês.

- E o mais importante. Sorria. Sorria até ficar com a bochecha doendo. Bote o seu melhor sorriso colgate e seja feliz.

Não espere feedback nenhum. É normal sair de lá se achando um bosta. Na verdade todo mundo que passa se sente assim. Os que acham que mandaram bem, geralmente são os que rodam. Também não espere uma fórmula para quem passa e quem não passa. Ou eles gostam de você ou não gostam. E porque eles gostaram de mim? Eu não faço a mínima idéia, mas seu que essas dicas que passei aqui ajudaram e muito a montar o personagem necessário pra entrar no "padrão" da companhia.


Lembrando que não posso falar nada sobre o open day porque fiz minha seleção nos EUA e lá não teve open day e foi ainda mais fácil do que é no Brasil porque americanas são muito sem noção.

Mercadinho da econômica

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Alguém se lembra que posts atrás eu comentei sobre o crew da Singapore Airlines e como adoro o uniforme delas (tirando a sandalinha da roça). Pois bem que eu no meu voo de Singapura essa semana saí pro market disposta a botar pra ferver com a minha mísera diária e veja o que encontrei a venda:

Falsificação do uniforme da Singapore Airlines.
Pirei. Contei pras colegas de voo e elas ficaram me perguntando porque eu não comprei. Mas nem.... nem pra Halloween. Não que eu não ia querer fazer uma graça aqui em Dubai em alguma festa a fantasia, ia até arrumar aquela sandalia pão com ovo delas pra usar com meia-calça. O problema xuxu é que nem pra Halloween eu ia conseguir entrar naquele uniforme. Deve ser tamanho 32 aquela coisa.
Não posso dizer que você nunca vai encontrar uniforme da Emirates a venda por aí que Asia me surpreende a cada dia, só acho difícil alguém ter interesse naquele uniforme com sainha de cheerleader, mas tudo bem.
Prova de que mesmo que você ainda não tenha tudo que ama, ainda há chance de comprar em algum mercadinho de Bangkok. Alguém duvida? Saca só o que achei por lá.

Esse pacotinhos em creme e marrom nada mais são que os kits que a Emirates dá nos voos longos overnight. Por exemplo, se você juntar dinheiro e vir dar um rolê por aqui via São Paulo, vai receber um desses. Ali mai acima aquele potinho branco nada mais é que o melamine do bandeija de refeição servida na econômica. O cordãozinho de segurar credencial é da Quantas. Fora os protetores auditivos, as meias e eyeshades da Etihad, Britsh Airways e Emirates que também estavam ali para aquisição.

A ovelha que veio do inferno

E daí que foi aniversário de uma das minhas melhores amigas aqui em Dubai, a Lauren da Nova Zelândia, e saímos pra comemorar. Acabamos por encontrar o nosso lugar aqui em Dubai. Um clube com bandinha e que ainda dá dois drinks de graça pra mulheres. Pra completar um louco presenteou ela com uma garrafa de Dom Perignon. Pra completar, o gerente indianinho lá pirou na minha e me deu drinks de graça a noite toda (minha sina). Enfim, foi noite de ladies going out e há tempos que não nos divertiamos tanto.

Viemos todas aqui pro apartamento dela onde continuamos a beber e comemorar. Resultado, se passaram dois dias e nem sentimos. A casa parece que passou uma severa turbulência acompanhada de despressurização de cabine. Flashs de memória. Não me assustarei se ver uma galinha andando pela sala.

E como não poderia faltar, bebado, principalmente em aniversário, começa a ressuscitar todas as mágoas que veio guardando com muito carinho. Aí bate aquela deprê, toca a mesma música um milhão de vezes (#tocaraul). Santa a minha paciência. E aí que só uma coisa conseguia levantar o astral da menina: a ovelha do inferno!



Sim, tem filho da puta pra tudo nesse mundo

Joga o chip Pedroooooooooo

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Séculos que não via uma coisa tão boa assim no You Tube. Na verdade vi no Te Dou um Dado?. Isso é quando eu pensei que já tinha visto de tudo em matéria de barracos protagonizados por vizinhos. Não, apesar de já ter visto muuuuita coisa cabeluda nos meus tempos de CPA em Cuiabá. Nada supera essa pessoa ensandecida do vídeo.


Assiste, senta e chora de tanto rir.



O problema é que eu tô me m-a-t-a-n-d-o de curiosidade em saber que diabos a nega tem nesse chip de tão importante. Fotos comprometedoras? O número do telefone do Rodrigo Lombardi?

E o pobre do taxista? Não basta o medo da violência ainda tem que aguentar algo assim. Acho que só o preço da bandeira dois que tava correndo solta ali pagava um chip novo.

Enfim... mas joga esse chip, Pedro, pelo amor de Deus que a vizinhança quer dormir!

Foi mal

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Desculpaê negada mas tô num bode fudido. Vim de Bankok - Hong Kong e já tô indo pra Singapura e Brisbane (Austrália), seis dias fora de casa, bhlé!

By the way, não é que encontrei cuiabanos no voo de volta de Hong Kong. Pô, mas só disseram as palavrinhas mágicas no fim do voo, aí nem deu pra dar um tratamento vip. Se você aí de Cuiabá conhece alguém que foi recentemente pra Hong Kong me avisa.

Mando notícias agora do sul ásia.

Era uma vez...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O quarteto: Gláucia, eu, Everton e Everson "Gordo"
Pouco tempo depois chegou Júnior pra completar os cinco irmãos.

Saudades da família...

O meu crew é melhor que o seu

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Antes de falar sobre Pequim, deixa eu comentar sobre uma coisa que aconteceu já no aeroporto de Pequim. Enfim encontrei pessoalmente o crew da Singapore Airlines. Pra quem não sabe, Singapore Airlines é hoje a melhor companhia aérea do mundo, lugar que já foi ocupado por Emirates que hoje ocupa o 5. lugar. A rivalidade entre as duas empresas é impressionante e quando as duas equipes se encontram nos aeroportos é bem engraçado.

Pois em Pequim estavamos passando por mais uma das infinitas linhas burocráticas de entrada. O caminho estava livre pra gente, sem fila, mas tinhamos um crew bem grande de 17 pessoas. Logo depois chegou o crew da United e entrou em uma fila ao lado. As aeromoças da United (assim como todas as companhias americanas) são de dar dó. Voo internacional só pra seniors, o que significa que só as vovós fazem voos como Pequim. Quando eu falo vovó eu não estou exagerando. Tipo mulher de 50 anos de idade. Não faço idéia como conseguem eu com 24 quase morro. Na verdade sei sim. É porque só quem já voou em companhia asiática pra saber como o serviço é cheio de firula e extremamente cansativo, enquanto as companhias americanas só oferecem o mínimo necessário para a sobrevivência.

Whatever que eu tava falando da Singapore. Pois é, o crew da United que chegou veio, cumprimentou a gente, bateu um papinho e tal, todas muito educadas. Logo depois chegou o crew da Singapore Airlines e todas de nariz bem impinado e nem deram um oizinho que seja pra ninguém de nenhuma das duas companhias. Pois eu bem também dei uma jogadinha de véu só pra irritar. Aí você analiza o crew. Todas são asiáticas lindas e magras de doer. O uniforme e a companhia exige que sejam magrinhas de cinturinha bem pequena que é o único jeito de usar aquele uniforme. Lindas, mas bem metidinhas.

Aí você analiza o modo de trabalho delas, que é de conhecimento geral, onde envolve todo tipo de falta de respeito ao ser humano entre os mais seniors com os mais juniors, discriminação racial se tiver a pele um pouco mais escura (asiáticos ama pele bem branquinha), seniors que gritam com os juniors, chingam dos piores nomes e até jogam coisas nos coitados se fazem alguma coisa que não é do agrado deles. Além do mais eles só podem trabalhar por 10 anos na companhia. Só querem cocotinhas. Tipo assim, muito bonitinhas, mas sem um pingo de orgulho próprio.

Não digo que a minha empresa é uma maravilha, mas aqui a quinta colocada onde as pessoas se respeitam. E além do mais em caso de emergência, quem você pensa que vai conseguir abrir aquela porta pesada do avião primeiro?

Acho lindo o uniforme mas a sandalinha com meia é tudo de mais brega nessa mundo. E cada um usa a cabin bag que quiser, bagunçado mesmo.