Lost and Found

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Perdi minha câmera numa noite em que se eu pagasse pela diversão, loucura e pela bebida que eu tive eu estava falida. Momentos que me fazem pensar uadarréu estou eu fazendo em Dubai. Mas enfim, tudo tem seu preço e perdi minha câmera no taxi, quando todo mundo desceu rápido e eu já com meu senso alterado deixei cair. Estou travando uma busca em vão pelo artefato que contém as mais loucas fotos da minha vida. Nada sério, calma meu povo, só diversão mesmo, sinto pouco pela camera e mais pelas recordações. Se você encontrar uma Sony w-55 andando solta por aí me liga, pleaseeeeee.

Passei!!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Passeiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!

Melhor dia no College. Passei no First Response e já sei fazer ressuscitação, inclusive com respiração boca a boca, coisa que nunca entendia direito antes. Agora começam as aulas de serviço onde eles vão tentar me transformar em dama em duas semanas, coisa que mamãe não conseguiu em 24 anos. Pagando bem, que mau tem?


Vou tentar ser uma pessoa mais educada, menos cara amarrada e gentil com todos, em qualquer situação. Nossa, isso me dá arrepio!


Hoje é sexta-feira, o nosso sábado e viva a tradição do esquenta. Onde tem brasileiro tem esquenta e fui convidada pra um e não posso desperdiçar. Depois devo ir pro Barasti, barzinho na beira da praia com vista pro Atlantis.


Amanhã estou voltando pro bairro de Deira, lugar que amo de paixão, bairro mais antigo de Dubai, cheio de souks com coisas baratinhas, onde se encontra de tudo. A M O !!! Se pudesse morava lá. Hoje precisa atravessar o bairro de um lado pro outro. Não tive dúvida. Nada de taxi, eu fui é de barquinho!!!


Por outro lado também tenho que lembrar que deira é um bairro meio pobrezinho e tal com cara de Bombaim, India. Nossa, é cautrofóbico de tanto indiano na rua. Pois estava eu andando em direção à minha arca e me deparo com essa figura na rua tomando um bronzeado.


Lembrando que a temperatura em Dubai tá cada dia mais alta, dando medo até em cuiabana. Deu até dó. Pô, tenho piscina aqui no topo do prédio e nunca dei as caras por lá e o carinha aí só querendo um lugar ao sol.

Resoluções da semana

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

1) Passar no meu exame para primeiros socorros


Digamos que eu seja quase uma "parteira"agora e sei aplicar ressuscitação. Ohhhh tão orgulhosa de mim mesma!


2) Dar um rolê na quinta-feira

Além de ajudar a diminuir o meu estresse, dá a impressão de que meu fim-de-semana é mais longo do que realmente é e porque no domingo já tenho que voltar pro tronco.


3) Começar a empacotar minhas coisas.

Recebi minha carta de despejo dizendo que em breve Rose Garden Hotel não será mais minha casa. Whatever! A companhia já informou que tenho um novo pedacinho de terra pra chamar de meu na fronteira de Sharja (outro Emirado) onde as leis islâmicas são mais rigorosas. Whatever 2! Estava morando tão longe do fervo que acho que em 20 minutos de carro eu chegava em Abu Dhabi (outro Emirado). Estou tentando fingir pros queridos funcionários do hotel que na verdade eu não estou me contendo de alegria em sair daqui. Pô, tudo perfeito e tal, internet free mas o ônibus da companhia não para aqui na porta e não podemos receber nenhuma visita. Nenhuma! Então... fui, Rose Garden!


4) Emagrecer! Emagrecer! Emagrecer!

E de preferência também pegar um sol na piscina do Hotelmporque mais cedo ou mais tarde a praia será inevitável. Gorda e cor de palmito não dá. Praia aqui é programinha bom e barato (Dhs 5 = R$ 2,40 na Jumeirah), sem contar que pagar de faroeiro aqui é luxo. Não existem muitos quiosques na beira da praia, então fazemos "pic-nic". A turma é toda estrangeira então posso muito bem mandar na galinha com arroz e dizer que é iguaria brasileira que todo mundo cai bonitinho. Sou pobre mas sou limpinha! Sou farofeira sim, mas em Dubai, tá meu benhê.


5) Requerer minha licença de mé.

Sim, é isso mesmo que você está lendo. Eu preciso ter uma carteirinha que me permite comprar bebida alcólica em supermercados. E como bebida alcólica em clubes e bares aqui é exorbitantemente cara, o jeito é aprimorar a minha técnica já altamente desenvolvida de "esquenta" antes de qualquer festa. Maaaaaaasssssss para isso preciso antes pagar Dhs 150 pelo documento .



"Dhs 150???? Pinduris!"


Foi dada a largada para o verão

sábado, 21 de fevereiro de 2009



Quando cheguei aqui em Dubai há três semanas precisa de um agasalho pra sair de casa. O vento castiga sempre e o tempo era favorável para longas caminhadas. Acontece quem em poucas semanas já é possível sentir o que vem pela frente. O sol começa a aparecer doído, enquanto o vento ainda traz uma brisa fresquinha. Em pouco tempo a cidade terá temperaturas beirando os 50C.



O Burj Dubai estava particularmente lindo hoje. Dia ensolarado.

Corumbá cozinha.
Cuiabá frita.
Dubai torra.

Outra coisa estranha aqui é a formação de neblina semana sim e outra semana também. Uma forte camada cobre a cidade pela manhã criando uma impressão bem interessante.

Dá uma olhada nesta foto. É sensacional a imagem e mostra um pouco do que eu tô falando. Na imagem aparece a Sheik Zayed Rd, principal avenida da cidade, onde pessoas de "garbo e elegância" e alguns cabin crew "sortudos" moram. Como não tenho garbo e elegância, sou feia em moro longe, perdida aqui pros lado de Al Barsha.

P.s.: Chegada do verão significa também praia. Regime já! Aqui não tem escapatória, moro perto da praia.

Tem mais

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Ainda sobre o passeio em Deira, não poderiam faltar as fotos da câmera da Andressa, a paulista doida que também veio cair por aqui. A princípio era para virmos juntas, então a conheci em São Paulo antes de vir. Mas a empresa mudou a data e ela chegou uma semana depois.

Sente o naipe do negócio:


Andressa no mercado com os novos amigos


Meu closet. Vim pra Dubai, casei com um sheik e tô rica meu povo


Cobrador do barquinho de Dhs 1


"Todo mundo sabe nadar?"


Companheiros de waterbusão 


"Desculpa moço mas essa conta acho que tá errada. Não tá me cobrando coisa a mais não? Cadê a tecla SAP?"


Um dos barcos piratas


Onde está Wally?


Paquitando

Lar, Doce Lar

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Muita gente me pergunta onde eu estou morando, como é minha nova casa e se a empresa cuida bem desse quesito. Bom, não querendo puxar o saco, mas já puxando, a Emirates cuida muito bem dos seus funcionários. Em um país em que as leis trabalhistas aindam estão engatinhando, é de ficar surpreso com tudo que a companhia oferece aos funcionários. Uma mãe.


O déficit habitacional em Dubai é enorme, é muita gente chegando e muitos prédios em construção. Com os cabin crew não seria diferente, tem muita gente que ainda está morando em hotel, inclusive eu. E estou achando xuxu beleza!

Primeiro que estou em treinamento e o tempo é curtíssimo. É sempre bom ter alguém pra arrumar a sua cama e limpar sua casa, deixando toalha e roupão limpos em seu banheiro e lavando até as suas vasilhas se for necessário. Segundo que posso economizar meu dinheiro com artigos de limpeza, já que nem papel higiênico preciso comprar e até água mineral aqui é na faixa. Segundo que o hotel está cheio de cabin crew, então você sempre acha um brasileiro, faz mais umas amizades e tá em casa.

Minha humilde moradia é o Rose Garden, hotelzinho cheio de diginidade na vizinhança de Al Barsha. Literalmente é no meio do deserto quase, mas ando 10 minutos e já estou no Mall of The Emirates. Acho bom que me obrigo a dar uma caminhadinha. Fico longe pra caramba do resto do povo que estão morando na Sheik Zayed Rd, a Av. Paulista daqui, mas que moram em prédios que já têm lá seus anos de vida. O hotel é recente e portanto está tudo nos trinks. Além do que tenho só uma flatmate, que passa boa parte do tempo voando. Em uma semana ela já foi de Escócia ao Japão, onde está agora. Aha uhu, o apê o nosso!

Os funcionários são todos indianos e gentis. Coisa difícil por aqui. Sempre perguntam como estamos e tentam resolver nossos problemas o mais rápido possível. Acontece que essa mamata um dia vai terminar e vou ter que me mudar pra uma acomodação permanente, que não faço a menor idéia de onde será. Sei que a companhia está construindo um prédio aqui na redondeza para acomodar cabin crew e prédio enche os olhos. Quem sabe essa não será minha futura morada.

Durante a semana é tão corrido que ao final parece que meu quarto passou por uma turbulência não antecipada seguida de despressurização. Tava daquele jeito que só mamãe sabe que eu sou capaz de fazer. Tava tão bagunçado que eu coloquei um DON'T DISTURB  na porta pra não virem nem arrumar meu quarto porque tava de dar vergonha. Já consegui colocar as coisa no lugar, viu mãe.








Quero sair daqui não!!!


A verdadeira Dubai - Parte 2

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Deira


Como prometido, voltei com pra falar sobre a verdadeira Dubai, o dia em que fui conhecer o souk. Souk pra quem não sabe é o equivalente em Árabe para mercado. A "25 de Março" do povo daqui. Chegamos no bairro totalmente perdidos. Decidimos ir seguindo o curso do rio. Logo avistamos um tipo de barco ônibus que o povo entrava. Descobrimos que era o waterbus e que ônibus ia para o outro lado, onde realmente ficava o souk. Desembolsamos Dhs 4 e fumembora!


Pagando de turista no waterbus de Dhs 4



Nosso verdadeiro comandante. Filipino. Como eu sei? Tava ouvindo Journey no sonzinho do celular.


Do outro lado era surreal. Árabes bem na verdade eram poucos, na maioria eram os próprios comerciantes. O resto da moçada era tudo indiano. No masculino mesmo. Poucas mulheres e na maioria estrangeiras. Tô nem aí, o lance é andar desviando. Também vale lembrar que por ser um país mulçumano, eles acabam respeitando muito as mulheres é possível passar em uma multidão de homens sem ninguem nem te encostar.

Entrada do souk


Lá estava eu à procura de um relógio. Cabin crew é obrigado a usar relógio no serviço e isso vale ja pro College. Precisava de um marrom com detalhes em dourado. Claro que não queria gastar muito. Lauren, a miss Nova Zelândia, tava na mesma barca que eu. Entramos em uma lojinhas e paramos por em uma por final. Momento da barganha. Começou em Dhs 60. Depois de muita briga, caiu pra Dhs 25. A cabeçuda aqui que nunca comprou relógio em camelô (não que eu nunca tive, tive várias, mas nunca fui comprar) acabou levando a mercadoria sem testar. Resultado, o relógio da Lauren funcionava e o meu não. Tarde demais para voltar.

Depois de andarmos sem rumo a tarde toda, incluindo um passeio de barquinho de Dhs 1 cheio de emoção (melhor parte do dia, quero novamente) fomos para o Gold Souk. É la que se encontra ouro, muito ouro, inshalá! Acompanhando a tradição do souk, também é mais barato que as lojas nos shoppings. Mas é ouro, tanto ouro que ofusca! O gosto muitas vezes é duvidoso e eu nem gosto de ouro amarelo, mas se você adoraria ser a Hebe, alí é seu lugar.


Ouro, muito ouro, inshalá.

Enquanto andavamos pelo Golden Souk vimos que uma boa parte das lojas estavam fechadas, e nem eram 16h. Perguntamos e uma pessoa nos informou que a razão era porque era sexta-feira, o equivalente ao nosso domingo, entao era dia do Senhor, dia de descanso. Em um momento um rapaz nos chama perguntando se estavamos interessado em ver umas bolsas e relógios e só pediu para que o segui-se. Não entendemos nada mas fomos sem medo. Numa das vielinhas ele abriu uma porta estreita com uma escada. Subimos, ele abriu a porta de uma sala. Quando entramos era pequena sala forrada de imitações de bolsas, óculos e relógios de marca. Surreal!!!

Barquinho de Dhs 1. A emoção é de graça.


A porta era trancada por dentro e tinha um circuito interno de tv. Pensei comigo: uadarréu is that? Parece que falsificações aqui são realmente levadas como crime. O André queria os "piratinhas", queria DVD. Uma ligação e uns 15 min depois o cara tava lá com uma bolsa. Quando ele foi tirando os filmes da bolsa, muitos deles eram pornôs. Gelei. Senti-me em uma boca de fumo, já que pornografia é crime grave aqui. Explicamos que não era o que queríamos e ele tentou empurrar uns filmes "bollywoods". Andressa tava curiosa com os filmes da

Índia. Valéria que não deixa de tirar um sarro perguntou se tinha Golimar. Eu só ria. Indiquei pra Andressa um filme do Shah Rukh Khan que nunca vi mas que sei que é o bam-bam-bam da turma da curry. Primeira oferta: Dhs 120. Minha vontade era mandar o cara enfiar aquele DVD você sabe onde. Mas não posso xingar aqui, é crime também.

Depois de briga de foice na barganha ela acabou levando o DVD por Dhs 20. O povo aqui tem uma tecnologia, que ainda não me arrisquei a conhecer, de colocar uns 30 filmes dentro de uma única mídia piratinha. Não me pergunte como, mas é como comprar um DVD e virem 30 filmes. Não via a hora de sair dalí.

Resultado: andamos um dia inteiro, conhecemos um lado da cidade que ainda não conhecíamos e claro fizemos uma comprinhas desenvolvendo o poder da pechincha. Espero voltar em breve.

É duro morar em Dubai...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

... quando não se tem dinheiro. Tudo aqui é caro. Eu ainda estou tentando me lembrar quem foi o disgramado que me disse que as coisas aqui são baratas. Mentira!!! Nada barato, principalmente para mim, que ainda estou em treinamento.

É muita tentação em uma cidade feita para ricos. Tudo o que você sonhar você pode encontrar aqui, mas a seu preço, o que siginifica Dihrams. Quase tenho um ataque do coração quando vou ao mercado e sinto que meus olhos ficaram na caixa registradora como forma de pagamento. Mas fazer o que? Preciso comer.

O que eu não preciso é ir a shows, mas oh tentação. Só esse mês vou perder Fat Boy Slim na praia e James Blunt que amo de todo o coração. Fat Boy nem precisa dizer a loucura que deve ser um show. NA PRAIA, EM DUBAI. E James Blunt (pode me chamar de brega)... vou chorar.

A boa desculpa é que esses shows serão no meio da semana e ainda estou em treinamento e como sou aplicado ficarei estudando e dormindo cedo. Aliás, ainda não falei nada sobre o treinamento mas tentarei fazer um resumão no final de semana porque agora tá dose, viu. Super puxado e cansativo. Só pra resumir hoje minha turma tomou um créu daqueles e ainda tivemos que fazer treinamento em um piscinão gelado pra caraiiiiiii. Tava me sentindo em Titanic, o povo congelando no mar, morrendo, aiiiiii ODEIO água fria. Todo mundo fazendo posição de sobrevivência pra água gelada (sim, isso existe) e batendo dente, porque em Dubai também faz frio. Mas graças a Deus que estou aqui. Não posso reclamar, a empresa é maravilhosa e estou tendo uma grande oportunidade.


Então, como eu ia dizendo... volto na quinta-feira a noite possivelmente, depois de arrumar meu quarto que parece que passou um furacão categoria 5 por aqui. Não dá tempo pra nada. Acordo no máximo às 5 da manhã. Começo a me arrumar, o que inclui: cabelo arrumando, maquiagem completa (batom vermelho) e uniforme completo (dá trabalhoooo), depois como alguma coisa e desço correndo pro lobby pra esperar a van. Vou estudando no caminho e chego no College às 7:30h. Dá tempo de rever o dever de casa com algum colega e a aula começa às 8:00. Depois disso são 30 - 45 minutos de almoço, ou não dá tempo, e aula novamente até as 15:30. Depois disso corro pra pegar a van que sai às 15:45h e chego no hotel às 16:40h quase. Acabou? Nãããooo. Ainda tem dever de casa, que toma umas duas horas do dia, cozinhar o almoço de amanhã (sou bóia-fria e aqui não é vergonha), tomar banho e dormir. Ufa! Cansei só de lembrar. Então, até mais tarde, que quinta-feira tenho minha primeira prova e tô borrando de medo.
xau!

A verdadeira Dubai - Parte 1

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Cansada do Mall of The Emirates e suas marcas famosas associada com minha falta dinheiro, decide que queria mesmo é ir pro meio do povo, sentir cheiro de povo, comprar como o povo. Fui maturando a idéia junto com uma turma que é claro, não sou besta de ir sozinha. Resultado: a melhor experiência da verdadeira Dubai. Fomos ao Deira, o bairro mais antigo da cidade, onde tudo que se compra se barganha. Barganha messsmooooo. Assim, se eles te oferecem alguma coisa por Dhs 120 (Dihams é a moeda daqui, que hoje vale R$ 0,61) você pode acabar fechando negócio por Dhs 20. É absurda a negociação, parece briga. E aqui não é vergonha nenhuma, é como a coisa realmente funciona.

A primeira surpresa é que realmente hoje Dubai é dominada pelos indianos, que andam aos montes nas ruas, quase nenhuma mulher, só estrangeiras, e que como reza o costume da Índia, não é difícil ver homens andando de mãos dadas ou um segurando no ombro do outro, como casal de namorados. Não, eles não são gays e não me perguntem porque eles fazem isso que eu não sei. Assim como não sei porque eles comem com a mão direita sem talheres e se limpam no banheiro com a mão esquerda. Assim como não sei porque eles balançam a cabeça pra todos os lados quando querem dizer sim fazendo parecer um não, ou melhor, um talvez. E também não sei porque raios todos os motoristas daqui são indianos e eles adoram fazer a sua vida miserável. Definitivamente eles só colocam dúvidas na nossa cabeça e quem sabe Glória Perez vai solucionar algumas dessas dúvidas pra vocês aí do Brasil.

Enfim, lá fomos a turma. A brasileirada toda cabin crew Emirates: Eu, Maria, André e Valéria, mais a neo-zelandesa minha amiga, Lauren. No meio do passeio a Andressa, A PL (pobre loca, como ela mesma diz) também cabin crew se juntou a nós. Detalhe, ela tinha acabado de chegar em Dubai e já tava indo pra pancadão. Nada de Bur Dubai ou Burj Al Arab. Foi ver o oco já de cara. Quase teve um ataque do coração descendo do taxi. Acho que se ela pudesse ia pedir pro motorista leva-la de volta pra Santo André-SP.

Depois eu volto aqui quando receber todas as fotos poi a cabeçuda aqui esqueceu o cartão de memória da câmera e teve que usar a da amiga.
Enquanto isso, vai só sentindo o grau da parada.



*Maria eu e Valéria, e o povo ao fundo. Parece pouco né. Agora pensa em uma praça cheiaaaaaa deles. Fazendo o que parados lá não sei que nem mulher tinha pra olhar.

Você sabia? (1)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Qual é o único animal permitido viajar com o dono durante viagens de avião por aqui, sem ser cão-guia?

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São os falcões. Aqui eles são parte da cultura do país e geralmente viajam junto ao dono, no braço. Um bom falcão aqui facilmente chega a mais de U$ 50 mil. Agora calcula isso em reais. Mais de R$ 120 mil, certo?

Falcões são usados para caçar e, deste lado do mundo, também para participar de competições em que muito dinheiro é envolvido. Isso explica o preço.
Aqui um video mostrando como um falcão caça, coisa que nem eu sabia que era possível.



Uma cidade em construção

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

O que é Dubai? É a cidade onde realizam tudo o que a imaginação sonha e o dinheiro pode proporcionar. Vamos colocar uma estação de esqui dentro de um shopping? Vamos ter o prédio mais alto do mundo? Vamos ter condomínios com arquitetura fantástica? Vamos criar um oasis no meio do deserto? Vamos fazer o mundo todo olhar para nós? Vamos!
Corre pela boca pequena aqui que 75% de todos os guindastes do mundo estão em Dubai. Parece uma informação absurda a primeira vista, mas andando por aqui você não duvidaria da informação. Parece que brotam do chão, é impressionante a quantidade de guindaste e, é claro, de construções. Fico até com medo, pensando que morarei por aqui por um bom tempo, sobre o futuro da cidade. Dubai tem hoje aproximadamente 1.7 milhão de habitantes e só tende a crescer. Um dos principais problemas hoje, como todas as cidades é transporte público. Para isso, nosso Excelentíssimo Sheik Mohammed bin Rashid Al Maktoum, o ruler de Dubai, já encontrou a solução. Um moderno sistema de metrô de superfície está em construção e a primeira linha já deve entrar em funcionamento em setembro. Vai ser a salvação da lavoura, pois a única solução atualmente é taxi, pois ônibus para mim está totalmente fora de situação. Metida? Não, questão de saúde pública. Primeiro que quem costuma usar o serviço são os trabalhadores da construção civil. A maioria indianos (nada contra), mas muitos deles não são muito chegados ao uso de anti-transpirante e você já consegue imaginar o resultado. Quanto aos taxis, eles são operados por um curioso tipo: taxistas. Em todo lugar do mundo eles são problema e solução. Solução pois são o único meio de transporte possível em lugares como aqui. Problema pois se sentem donos das ruas e querem sempre tentar tirar um dinheirinho extra passando um trouxa pra trás. Se problema aparece, é só dizer que vai chamar a polícia então. Eles se borram de medo e voltam a andar na linha.
Ah, quando eu disse sobre uma estação de esqui dentro do shopping eu não estava mentindo. É o Sky Dubai. Fica aqui pertinho de casa e é realmente impressionante. Não sei de onde trouxeram, mas é de neve de verdade. Sobre o prédio mais alto do mundo? também é verdade. O Burj Dubai deve chegar a quase 800 metros de altura quando ficar pronto este ano. Tá quase pronto e hoje já se destaca no horizonte da cidade. Quando comparado com outros, bem de pertinho, faz perder a referência sobre os outros prédios, parecendo que ele não é tão grande assim, e que os outros é que são pequeno. Vendo de longe é o único modo de se ter a real impressão da grandiosidade.
Dubai é assim. Mesmo com a crise, os grandes projetos não param. A próxima atração será o projeto Dubailand. Será a nova Las Vegas (sem os jogos é claro) e vai marcar definitivamente a cidade como a capital do turismo no oriente. Mas isso fica pra um outro post.



* Uma amostra da assombrosa quantidade de guindastes na cidade



* A obra do que será em muito breve um das estações do metrô de superfície da cidade. Burj Dubai ao fundo


* Horizonte da cidade com o Burj Dubai



* Estação de esqui dentro do shopping



*Burj Dubai

Um canto ao longe

Estou me arrumando para ir ao College (sim, já comecei meus estudos de aeromoça) e ouço um canto distante. Desligo a tv e corro pra janela. É o primeiro chamado do dia para as orações na mesquita. O Alcorão é todo escrito em poesia, então o chamado na mesquita soa como uma música, um lamento. É lindo!

Vista aqui de casa

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009


Sexta-feira aqui é o fim de semana. O que significa que não temos "segundas-feiras" como os brasileiros. Aqui a gente vai pro tronco desde domingo e para na quinta-feira. Isso significa que estou quase terminando minha semana e logo terei tempo pra atualizar mais aqui. Por enquanto fique com a vista do topo do meu prédio.

Dubai aqui estou

Ok, lá vamos nós. Depois de um longo processo que começou em outubro de 2008 cheguei ao ponto final, ou melhor, o começo de um novo tempo, com desafios e provações ainda maiores. Primeiramente peço desculpas a todos de quem não me despedi (se alguém estiver mesmo incomodado com isso, heehehe) mas é que não tinha certeza ainda que estava vindo de vez pra Dubai, e estava indo para Houston. Acontece que minha confirmação final só veio duas horas antes de eu ir para o aeroporto. Pois bem, fui para Houston passar as duas semanas anteriores a minha vinda pro oriente-médio (hifén?) e não conseguia mais conter a ansiedade para chegar logo aqui. Não que eu quisesse vir logo, não mais. Só que eu não aguentava mais ter pesadelos todas as noites sobre perder o meu voo pra Dubai. A preocupação era com o curto espaço de tempo entre minha chegada em São Paulo depois de uma conexão de Houston pra Miami e São Paulo e o embarque pra Dubai no mesmo dia. Apesar de um voo maravilhoso com a Tam e com a sorte de ter duas poltronas livres só pra mim, não consegui dormir no voo pois não há santo que me faça dormir cedo. Como sempre os fofos do Tom e Purffy (um beagle!!) me receberam muito bem até a hora do meu embarque. Todos a bordo, lá estou super nervosa, triste, saudade da família, sem ter muita idéia de onde eu ia parar. Logo a equipe de bordo descobriu que eu era uma new joiner, ou seja, alguém que está entrando agora na empresa. Encheram-me de mimos, deram uma prévia de como será minha nova vida e me apresentaram o avião inteiro, inclusive a famosa primeira-classe da Emirates. Um dos comissários, um sul-africano, fez um passarinho com uma das toalhas úmidas que nos dão para limpar as mão antes de cada refeição. Parecia um origami! Não me perguntem como ele fez isso, mas era lindo. Ainda com o carinho de um botão de rosas e me entregaram. Pequenos gestos foram me acalmando e criaram a expectativa de um dia trabalhar com pessoas tão bacanas quanto essas. Infelizmente não consegui ver muita coisa do voo, já que eu pedi janela mas a menina do aeroporto, após elogiar minha maquiagem, acho que se atrapalhou e acabou marcando o único acento de janela que não tem janela em todo o avião. Que graça tem ir na janela sem janela e ainda ter que ficar pedindo licença toda vez que quiser se levantar? Mas os aviões tem câmeras na frente e embaixo da aeronave que possibilita assistir a tudo pelas telas individuais que no caso da Emirates possuem um serviço chamado ICE - Informação, Comunicação e Entretenimento, que é realmente bem completo. Consegui dormir muito pouco. Ao meu lado um koreano que não falava inglês e que simplismente era escarrado e cuspido a cara do Khanh. Tudo bem asiáticos a primeira vista parecem todos iguais, mas não são, e eu vim toda a viagem assombrada com aquela semelhança. Ao fim do vôo, um presente super especial: Cassandraa. Sim com dois "as", como um rugido. O crew (equipe), conseguiu fazer com coisas mais improváveis e o bonequinho que dão de brinde para as crianças um mascotinho customizado e depois me presentearam. Agora Cassandraa é minha! Chegada em Dubai, despedi do crew, peguei alguns contatos e fui encontrar o Marhaba Staff, meninas em blazers amarelos que nos esperam com plaquinhas com nosso nome e nos ajudam com o visto, bagagem e nos levam até o escritório que nos encaminhará para a acomodação. Esperei por outra pessoa que me entregou documentos, me deu mais instruções e chamou o motorista pra me levar. Daí pra frente foi eu, Deus e o motorista indiano que não dizia uma palavra e não sabia onde era o hotel. Ai que desespero, enquanto tive uma pequena prévia da cidade passando pela Sheikh Zayed Road, a principal daqui e vendo ao fundo o Burj Al Arab e me sentido em outro planeta, aos poucos a parte mais bonita da cidade foi ficando para trás e uma área mais afastada de prédios em contrução foi aparecendo. O motorista ia parando em cada porta de hotel para ver o nome demostrando que não sabia onde estava indo. Cada biboca e eu rezava pra nao ser ali. Cada vez que ele acelerava era um alívio. Só estava um pouco mais tranquila pois já haviam me avisado que era a apenas 5 minutos caminhando de distância entre o hotel e o Mall of The Emirates. Enfim ele achou. Uma ruazinha, nada especial, mas um hotel legal. Chego e já me avisam que já tenho flatmate. Entro no apartamento (apartamento mesmo) e vejo que ela não está. Fico assustada. Tem uma caixa de Heineken na geladeira. Sinto cheiro de cigarro na casa e consigo ver uma garrafa de whisky no quarto dela. Caracaaa! Depois de algumas conversas vejo que ela é gente boa, o único problema realmente é o cigarro, que ainda não sei como vou lidar. Pedir pra trocar de acomodação no momento só em último caso. Fui tentar dormir, mas foi difícil. Muita coisa nova na cabeça aquela ansiedade por estar em um lugar totalmente diferente e longe de todos. Passei dois dias dentro do hotel esperando assimilar as coisas antes de andar em uma cidade totalmente diferente culturalmente mas que é tranqüilizante pelo fato de não ter abandonado suas raízes mas aprendido a receber pessoas do mundo todo. Não posso reclamar de nada, pois batalhei e pedi muito a Deus por isso e agora aqui estou. Só espero que ele continue me iluminando e fazendo minha vida sempre cheia de surpresas maravilhosas, e keeping me descovering!




É... eu tô longe!


No Air Show é possíver ver pra que lado está Meca, assim os mulçumanos podem fazer suas orações

O meu passarinho feito com toalha quente


A Marhaba staff me conduzindo no aeroporto de Dubai. Detalhe para as palmeiras dentro do aeroporto. Coisas fantásticas de Dubai


Limousines da Emirates no Aeroporto de Dubai

E finalmente... Cassandraa!