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Hong Kong, Bruce Lee e uma história de amor

quinta-feira, 15 de abril de 2010

O plano era ir pra Tunísia. Mas nos 45m do segundo tempo resolveram me mandar pra Hong Kong. Pensei, poderia ser pior, poderiam me mandar pra Inglaterra, onde os voos são simplesmente infernais. Então aceitei o meu destino e mais uma vez fui para Hong Kong. Da primeira vez, como já postei aqui, visitei o Big Buddha. Dessa vez resolvi ir visitar o Victoria's Peak, com uma vista fenomenal da Baia de Hong Kong. Na verdade o que muita gente diz é que Hong Kong é muito parecida com o Rio de Janeiro, só que mais civilizada, né. Não sei, não posso dizer já que nunca coloquei meus pés no Rio, mas acredito que nossa cidade seja muito mais bonita. Mas isso não me interessa porque eu gosto mesmo é de Ásia e Hong Kong é uma versão limpa e civilizada da China. Quero morar lá.

Avisei o chinês que ia e como da segunda vez, a única coisa que veio a cabeça dele foi Bruce Lee. Deixa eu explicar. Nós a oeste não conhecemos a verdadeira figura do Bruce Lee. Ele não foi só o cara que mostrou o kung-fu ao resto do mundo. Antes de tudo ele era uma figura de inteligência acima da média e um filósofo. Sim, um filósofo,e até hoje sua figura é largemente cultuada por chineses, principalmente em Hong Kong. E lá veio o pedido: "tira uma foto pra mim na estátua do Bruce Lee que tem lá".

E eu lá sabia onde ficava essa estátua?

Por sorte, uma das meninas do crew era portuguesa e já morou em Hong Kong e conseguiu me dar todas as instruções para chegar lá. Depois de ver o Peak com as meninas, me separei delas e fui sozinha na minha empreitada. Tive que pegar um ferry boat, e andar naquele dia úmido e abafado até o fim da tal de Avenida das Estrelas, uma versão chinesa da Calçada da Fama, e nada de aparecer aquela estátua. A estrela do Jackie Chan, outro famoso cidadão de Hong Kong, já tinha ficado pra trás fazia tempo e quando eu quase pensava em desistir, exausta, lá estava a minha luz no fim do tunel: Bruce Lee!

"Esvazie a sua mente. Liberte-se de suas formas. Como a água! Você coloca a água em uma garrafa, e ela será a garrafa. Se você a coloca dentro de uma xícara de chá, ela será a xícara de chá. A água pode fluir ou destruir.

Seja a água, meu amigo."

Bruce Lee



A resposta do chinês depois de ver as fotos: "muito obrigado babe..you are the best!!! te amo"
Valeu a pena!

Ah é... o Victoria's Peak

Thailândia - Bangkok com o chinês

quarta-feira, 10 de março de 2010

Visitando as pagodas de Wat Po



Como avisei antes, chinês veio passar férias aqui comigo em Dubai e em uma tarde resolvemos em menos de uma hora que iríamos pra Bangkok. Assim mesmo, tipo no sofá "bem que poderíamos ir pra algum lugar já que estamos tão longe de casa já". E Bangkok, especialmente a área ali do Silom, onde fica o nosso hotel já é meu quintal. Além do que, já sei (nem sempre) lidar com a malandragem dos thailandeses querendo sugar o rico dinheirinho de nós turistas e tudo lá é de preço bem acessível. Chinês comprou as passagens, reservei hotel e fumembora.

Planejar viagem com tipo, dois dias de antecedência não é a melhor das opções, o que nos deixou a opção de ir com a Gulf Air, do Bahrein. Servicinho honesto, que só faz eu querer morrer de ódio com os filhadaputas que eu carrego. Nas outras empresas eles não recebem nada e não reclamam, aqui se a toalha quente está quente é motivo pra reclamar. Enfim... Cheia de rancor fui pra Bangkok.

Chegando no aeroporto tive que ser lembrada que tenho passaporte brasileiro e que por isso mereço sofrer, enquanto o chinês de passaporte americano tem tudo mais fácil. Depois de meia hora na fila de imigração descobri que teria que voltar e preeencher uma declaração de saúde. Não adiantou explicar que nem no Brasil eu vivo mais. Teria que passar por mais meia hora de fila enquanto o chinês já tava lá do outro lado. Achei um oficial lá de papinho com os culégas e comecei a chorar e expliquei que meu "marido" já tava lá do outro lado e que eu ia ficar naquela fila imensa outra vez. Ele se sensibilizou, disse que não precisava chorar e me passou em um guichê especial. Agradeci e cruzei o portão com um sorrizinho cínico. Como diria minha amiga Juliana: "Priscila, você é terrível".

Depois disso só nos restou Bangkok. O chinês pirou, primeira vez de volta a Asia em 30 anos. Comiamos Thai food todo dia, nos lugares mais pé-sujo que possa imaginar mas que tinham o que há de mais tradicional. Andamos pelo Pat Pong, famosa feira que entre Guccis e Chanels falsificadas tem um dezenas de puteiros de lado a lado, sempre com alguém oferecendo show de "ping-pong", onde as mulheres atiram bolas de ping-pong, dardos e tiram todo tipo de coisa de dentro da perseguida. Fui em um uma vez com o crew e me desapontei, putas velhas, povo malandro e terminamos sendo expulsas pq não quisemos pagar o preço abusivo e fora do acordado.

Tomei Singha, cerveja thailandesa, até não poder mais. Também tomei overdose de Ice Thai Tea que é doce que só mas é tudo que há de mais refrescante. Andamos de "tuc-tuc", ou mais conhecidos como "riquixás", aquelas motos modificadas que se transformam em um pequeno carro para até dois passageiros mas que os thailandeses carregam a vida naquelas motoquinhas. Um dia pegamos um e o chinês perguntou quanto tempo demorava pra chegar até o hotel. O motorista dot "tuc-tuc" falou que só cinco minutos. Pensei, há, conheço Bangkok o suficiente pra saber que estamos bem mais longe que isso. Quando esse rapaz acelerou esse "tuc-tuc" eu vi mihna vida passar como em um filme. Pensei que era daquele jeito que minha vida ia terminar, num acidente de "tuc-tuc" em Bangkok, uma morte bem pão com ovo viu... E ele acelerando com aquela imitação de Havaianas... Fechei o olho. Não posso dizer que chegamos ao hotel em cinco minutos, mas mais que sete minutos não foi.

Como não era nem a minha primeira ou segunda vez em Bangkok, sai de lá com a missão cumprida de deixar o chinês feliz com a minha escolha de férias e com vontade de voltar. Ele ficou impressionado com a alegria e educação do povo, com a comida e cultura de respeito ao próximo. Quem sabe ele tira um pouco da cabeça essa obsessão pelo Brasil. Não duvido se um dia ele também não aprende Thai, assim como ele aprendeu português, e inventa de querer se aposentar na Thailandia. Vai sozinho!

Sawadee-ka!





Chinês pirando na loucura que é Pat Pong



Ele e o Sleeping Buddha. Mesmo porque ele é budista e eles se entendem...
Chinês pagando de gatinho no MBK, centro de compras popular, paraíso de toda mulher econômica aqui na Terra.

Em algum mercado de flores que não faço a menor idéia de como fomos parar, já que meu lema em viagens é "let's get lost"




Quase perdendo a vida em um dos muitos "tuc-tucs" que pegamos.

Zica

segunda-feira, 8 de março de 2010

Pois é, parece que logo depois das minhas férias com o chinês e nossa viagem pra Thailândia, o avião ainda nem tinha pousado no Oriente Médio e a onda de má sorte já começou a bater. Pra começar, vim de Bangkok colocando os bofes pra fora no avião até chegar no Bahrein, naquele aeroportozinho pão com ovo, nossa escala antes de Dubai. Como uma cidade que tem uma das corridas de Fórmula 1 tem um aeroporto daqueles? Enfim...

Cheguei em Dubai com um dia só pra descansar como no outro dia estaria de reserva e o chinês ainda estaria em Dubai. Não adiantou rezar: me mandaram direto pra Australia e Nova Zelândia em uma viagem de 5 dias. Carai! Acordei cedo, coloquei meu uniforminho e fui esperar o ônibus. O chinês ficou todo feliz em me ver ir trabalhar. Talvez por vingança porque quando estou nos Eua é sempre ele acordando cedo pra garantir o leite das criançinhas e eu dormindo até o meio-dia. Mas ele jura que era pra me ver de uniforme.

Já no segunda parte da viagem comecei a sentir dores de cabeça, garganta doendo, nariz escorrendo. Foi tempo de pousar em Dubai, dormir e acordar bixada. E isso já são cinco dias, já liguei sick 3 dias e meu gerente deve estar me amando. mas eu estou sobrevivendo.

Agradecimento especial a minha flatmate doente, a Andressa, que está com pedras nos rims e há quase dois meses sem voar (segundo as más linguas, ela anda comendo pedra só pra não trabalhar) e que por isso está sempre em casa pra cozinhar e cuidar de mim.

Se no Brasil eu estivesse, minha vó Naná já tinha me mandado tomar banho com alcool, sal grosso e as ervas do quintal dela que era pra tirar tudo de ruim.

Bangkok com o chinês

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Decidimos de última hora e estamos indo para Bangkok, graças as low fares da Gulf Air, porque ir de Emirates não dá e nunca tem vaga. Como ele sempre me diz, qual é a vantagem de trabalhar com companhia aérea se você ainda continua voando de full fare?

Mais uma hora...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

... pro chinês pousar em Dubai!

Yay! x)

Feliz Valentine's Day e Ano Novo Chinês

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Acordei com a campainha da casa tocando. Estava dormindo, nem pensei em levantar. Por mim poderia morrer na porta. Mas aí a pessoa foi insistente. Era um entregador de flores. Logo pensei que era pra Andressa de um dos milhares de habibis fans que ela tem. Mas não, era pra mim, o chinês deu um jeito de me entregarem flores hoje.
x)

Coincidentemente este ano o Ano Novo Chinês caiu no mesmo dia do Valentine's Day e eu infelizmente perdi a festa da minha futura família chinesa. Eles se reunem pra comer, fazer as orações e comemorarem juntos.

Agora todo ano temos dois dias dos namorados e dois dias pra comemorar o Ano Novo.

Desejo um Feliz Valentine's Day pra todos que tenham um amor como o meu, e quem não tem não chora não que vida de solteiro também é bom pra caramba.

Vou passar hoje longe do meu babe, mas daqui 3 dias ele aterrisa em Dubai ;)

Presente adiantado de Valentine's Day

domingo, 31 de janeiro de 2010

A primeira Chanel bag a gente nunca esquece.
Tem como não amar esse chinês?

Parabéns pro chinês

terça-feira, 25 de agosto de 2009


Hoje é aniversário do chinês. 37 anos. Mas eu é que ganhei o presente, ele tá aqui em Dubai comigo por uma semana. Já imagino o sofrimento com ele indo embora. Queria agarrar na cauda do avião e ir junto pro nosso lar-doce-lar que é em Houston.

Parabéns pro meu amor.