Dura verdade #1

sábado, 27 de março de 2010

Uma colega comentou comigo no último voo e eu parei pra pensar e tive que concordar com ela. Nós somos a companhia que carregamos mais gente feia. Bom talvez eu esteja exagerando um pouco, mas pensa comigo:

  • Não existe gente feia, existe gente pobre. Se você tem dinheiro você só é feio porque você quer. Já assistiu "Dr.90210"? Dá um jeito na carenagem!
  • Pensando pelo preço dos ticket, por exemplo, pra vir e voltar de São Paulo se paga quase 4 mil reais, de econômica. Portanto há de se esperar muita gente bonita e bem vestida nos nossos voos. Certo?
  • Errado. Não consigo me lembrar quando foi a última vez que vi alguém bonito em um dos voos. E a colega disse que o último que ela viu faz uns dois meses atrás. Triste!

E ainda querem que eu trabalhe sorrindo?

O Arthur chegou

segunda-feira, 22 de março de 2010


Minha prima Larissa deu à luz essa coisinha fofa, querida e, graças a Deus, saudável. Nessas horas dói mais ainda não estar perto da família.



Deu até vontade de ter um.
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Passou, passou. Ufa!

Carne de camelo

domingo, 21 de março de 2010


Nãããããããããoooooooooooooooo!
E o pior é que tirei essa foto no mercadinho aqui embaixo do meu prédio.
Já não basta que os coitados têm que trabalhar a vida inteira de cargueiro, ainda matam o bichinho pra comer???

Eu não sei como alguém tem coragem de comer uma coisinha tão fofinha como essa...

Sri Lanka - Colombo

sexta-feira, 19 de março de 2010

E lá eu fui ao Sri Lanka. Troquei meu Manila, Filipinas, por uma experiência diferente, parte do meu plano de ir ao maior número de lugares antes que eu dê bye, bye pra esse emprego, já que já fui a Manila. Voo relativamente fácil, srilankans são humildes e simpáticos. Mas eu já sabia que chegando em Colombo a questão seria um pouco diferente e que como muitos dos países da Asia, os srilankans são mestres na arte de tentar tirar todo o seu dinheiro. Já estava preparada.

Por conta disso, ninguém do crew quis sair pela cidade, só a doida aqui. Comecei a andar perto do hotel em busca de um tal de mercado nas proximidades. Claro que as poucas pessoas na rua olhavam pra mim como pensando "que ela está fazendo aqui?". Nem ligo e sigo andando. DE repente um cara começa a me fazer perguntas e eu ignorando e só dizendo pra ele sair da minha frente. Outro cara para e mostra uma identificação do Ministério de Turismo do Sri Lanka. Ele me disse para não seguir ninguém. Hellooooo, o outro cara que estava me seguindo! E disse que se eu queria ir ao mercado pra pegar um riquixá (aquelas motocas modificadas que parecem um mini-carro). Ele parou um e disse pro cara me levar ao mercado por 20 rúpias, que é quase nada.

Lá foi o cara me levar ao mercado mas como quase toda cidade da Ásia, esse baixo preço é um esquema. Eles sempre querem te levar a uma loja de jóias onde eles ganham vale-combustível e uma comissão por cada coisa que você comprar. Já avisei que não tinha dinheiro pra jóias e que ele podia ir tirando o elefante dele da chuva. Ele começa a falar, falar, sem para em algo que ele pensa que é inglês mas logo dá pra ver que é uma estratégia pra te deixar atordoada e você dizer algo do tipo "ah, whatever, me leva então nessa loja". Mas a pessoa aqui não viaja desde ontem né... Bati o pé e falei que não ia que se fosse o caso ele me levasse de volta pro hotel mas na loja eu não ia entrar. Ele enfim viu que não ai conseguir o que queria e disse que ok. Só então ofereci a ele pagar uma quantia pra que ele me mostrasse um pouco da cidade, como um guia turístico. Ele aceitou, e aqui está um pouco da Colombo que eu conheci.







Aí o motorista do riquixá resolveu me levar a um templo budista. Já falei que a onda na Ásia inteira é visitar templo budista. Mas sempre um diferente do outro. Adoro!






E não é que no templo tinha um elefante? Aliás, devo dizer que os elefantes são parte fundamental da econômia do Sri Lanka. Não com a caça mas com a exploração turística dos animais. O que continua sendo exploração... Fico triste vendo um animal como esse acorrentado. Mas devo dizer que ter a oportunidade de chegar perto de um animal desse tamanho e toca-lo é incrível. Prefiro acreditar que justamente por estar em um templo, esse animal seja bem cuidado, apesar de saber que esse não é o lugar certo pra ele.


Lindo!


Dando pão pro elefante. Assim como eu ele também é chegando em um carboidrato. Olha o resultado: em nós dois!


Dando mais um rolê pela city

Cinnamon Hotel

Vivendo no sub-continente asiático

terça-feira, 16 de março de 2010

É assim que estou me sentindo. Cheguei do Sri Lanka e mal deu tempo de respirar em Dubai e já me mandaram pra um bate-volta em Calicut, na Índia, e hoje a noite mesmo já volto pra Índia novamente, dessa vez passando um dia em Calcutá. Que Madre Teresa, seja lá onde esteja, me proteja, porque a experiência no meu Calicut ontem foi memorável. Pela primeira vez eu tive que gritar com pessoas a bordo. Aquele avião parecia uma selva, te juro!

Deus realmente está provando a minha paciência e tentando me fazer uma pessoa mais calma. Mas vou te dizer em Senhor, pega leve!

Thailândia - Bangkok com o chinês

quarta-feira, 10 de março de 2010

Visitando as pagodas de Wat Po



Como avisei antes, chinês veio passar férias aqui comigo em Dubai e em uma tarde resolvemos em menos de uma hora que iríamos pra Bangkok. Assim mesmo, tipo no sofá "bem que poderíamos ir pra algum lugar já que estamos tão longe de casa já". E Bangkok, especialmente a área ali do Silom, onde fica o nosso hotel já é meu quintal. Além do que, já sei (nem sempre) lidar com a malandragem dos thailandeses querendo sugar o rico dinheirinho de nós turistas e tudo lá é de preço bem acessível. Chinês comprou as passagens, reservei hotel e fumembora.

Planejar viagem com tipo, dois dias de antecedência não é a melhor das opções, o que nos deixou a opção de ir com a Gulf Air, do Bahrein. Servicinho honesto, que só faz eu querer morrer de ódio com os filhadaputas que eu carrego. Nas outras empresas eles não recebem nada e não reclamam, aqui se a toalha quente está quente é motivo pra reclamar. Enfim... Cheia de rancor fui pra Bangkok.

Chegando no aeroporto tive que ser lembrada que tenho passaporte brasileiro e que por isso mereço sofrer, enquanto o chinês de passaporte americano tem tudo mais fácil. Depois de meia hora na fila de imigração descobri que teria que voltar e preeencher uma declaração de saúde. Não adiantou explicar que nem no Brasil eu vivo mais. Teria que passar por mais meia hora de fila enquanto o chinês já tava lá do outro lado. Achei um oficial lá de papinho com os culégas e comecei a chorar e expliquei que meu "marido" já tava lá do outro lado e que eu ia ficar naquela fila imensa outra vez. Ele se sensibilizou, disse que não precisava chorar e me passou em um guichê especial. Agradeci e cruzei o portão com um sorrizinho cínico. Como diria minha amiga Juliana: "Priscila, você é terrível".

Depois disso só nos restou Bangkok. O chinês pirou, primeira vez de volta a Asia em 30 anos. Comiamos Thai food todo dia, nos lugares mais pé-sujo que possa imaginar mas que tinham o que há de mais tradicional. Andamos pelo Pat Pong, famosa feira que entre Guccis e Chanels falsificadas tem um dezenas de puteiros de lado a lado, sempre com alguém oferecendo show de "ping-pong", onde as mulheres atiram bolas de ping-pong, dardos e tiram todo tipo de coisa de dentro da perseguida. Fui em um uma vez com o crew e me desapontei, putas velhas, povo malandro e terminamos sendo expulsas pq não quisemos pagar o preço abusivo e fora do acordado.

Tomei Singha, cerveja thailandesa, até não poder mais. Também tomei overdose de Ice Thai Tea que é doce que só mas é tudo que há de mais refrescante. Andamos de "tuc-tuc", ou mais conhecidos como "riquixás", aquelas motos modificadas que se transformam em um pequeno carro para até dois passageiros mas que os thailandeses carregam a vida naquelas motoquinhas. Um dia pegamos um e o chinês perguntou quanto tempo demorava pra chegar até o hotel. O motorista dot "tuc-tuc" falou que só cinco minutos. Pensei, há, conheço Bangkok o suficiente pra saber que estamos bem mais longe que isso. Quando esse rapaz acelerou esse "tuc-tuc" eu vi mihna vida passar como em um filme. Pensei que era daquele jeito que minha vida ia terminar, num acidente de "tuc-tuc" em Bangkok, uma morte bem pão com ovo viu... E ele acelerando com aquela imitação de Havaianas... Fechei o olho. Não posso dizer que chegamos ao hotel em cinco minutos, mas mais que sete minutos não foi.

Como não era nem a minha primeira ou segunda vez em Bangkok, sai de lá com a missão cumprida de deixar o chinês feliz com a minha escolha de férias e com vontade de voltar. Ele ficou impressionado com a alegria e educação do povo, com a comida e cultura de respeito ao próximo. Quem sabe ele tira um pouco da cabeça essa obsessão pelo Brasil. Não duvido se um dia ele também não aprende Thai, assim como ele aprendeu português, e inventa de querer se aposentar na Thailandia. Vai sozinho!

Sawadee-ka!





Chinês pirando na loucura que é Pat Pong



Ele e o Sleeping Buddha. Mesmo porque ele é budista e eles se entendem...
Chinês pagando de gatinho no MBK, centro de compras popular, paraíso de toda mulher econômica aqui na Terra.

Em algum mercado de flores que não faço a menor idéia de como fomos parar, já que meu lema em viagens é "let's get lost"




Quase perdendo a vida em um dos muitos "tuc-tucs" que pegamos.

Zica

segunda-feira, 8 de março de 2010

Pois é, parece que logo depois das minhas férias com o chinês e nossa viagem pra Thailândia, o avião ainda nem tinha pousado no Oriente Médio e a onda de má sorte já começou a bater. Pra começar, vim de Bangkok colocando os bofes pra fora no avião até chegar no Bahrein, naquele aeroportozinho pão com ovo, nossa escala antes de Dubai. Como uma cidade que tem uma das corridas de Fórmula 1 tem um aeroporto daqueles? Enfim...

Cheguei em Dubai com um dia só pra descansar como no outro dia estaria de reserva e o chinês ainda estaria em Dubai. Não adiantou rezar: me mandaram direto pra Australia e Nova Zelândia em uma viagem de 5 dias. Carai! Acordei cedo, coloquei meu uniforminho e fui esperar o ônibus. O chinês ficou todo feliz em me ver ir trabalhar. Talvez por vingança porque quando estou nos Eua é sempre ele acordando cedo pra garantir o leite das criançinhas e eu dormindo até o meio-dia. Mas ele jura que era pra me ver de uniforme.

Já no segunda parte da viagem comecei a sentir dores de cabeça, garganta doendo, nariz escorrendo. Foi tempo de pousar em Dubai, dormir e acordar bixada. E isso já são cinco dias, já liguei sick 3 dias e meu gerente deve estar me amando. mas eu estou sobrevivendo.

Agradecimento especial a minha flatmate doente, a Andressa, que está com pedras nos rims e há quase dois meses sem voar (segundo as más linguas, ela anda comendo pedra só pra não trabalhar) e que por isso está sempre em casa pra cozinhar e cuidar de mim.

Se no Brasil eu estivesse, minha vó Naná já tinha me mandado tomar banho com alcool, sal grosso e as ervas do quintal dela que era pra tirar tudo de ruim.