Diário a bordo
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Adoro companhia aérea americana. Divirto-me horrores!
Em caso de descompressão da cabine, máscaras de oxigênio cairão sobre sua cabeça. Para liberar o fluxo de ar, puxe a máscara, coloque sobre o rosto, ajuste o elástico e pague U$15.
Caribeeeeeee

Pois é meu povo. Desculpa aí mas agora estou realmente saindo de férias. Essa piscina, o mar azul, a salsa, as piñas coladas e as coronas me esperam em Porto Rico. Volto na sexta-feira com a esperança de que a empresa me dê mais cinco dias de férias porque ainda não quero voltar pra Dubai não. Estou indo em pré-lua-de-mel (se é que isso existe) com meu chinês. Estou levando o netbook pra ver se consigo alguma conexão na ilha.
Mãe, essa é pra você
domingo, 24 de maio de 2009
Moscou - Rússia
sexta-feira, 22 de maio de 2009
American way of Life
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Meu amigo Mohammed contando sobre sua própria experiência com a paranóia americana:
Vida em Houston
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Não sou Britney Spears mas tá difícil. Aqui em Houston todo mundo quer um pedacinho de mim. Todo mundo quer sair junto, tomar um drink, jantar, sair pra comer pecan pie. Mas sabe quando você quer ficar só em casa, no sofá, assistindo tv, preparando comida pro maridinho chegar? Não que eu queira ser dona de casa. Looonge disso. Eu só quero descansar, carambola.
A difícil arte de casar
terça-feira, 19 de maio de 2009
E nossos planos de casamento a curtíssimo prazo foram por água abaixo...
Gorda S.A.
domingo, 17 de maio de 2009
Só por aqui nos EUA mesmo. Fui comprar absorvente íntimo e aquela dúvida. Tantas marcas, tantos modelos. Imagino um homem olhando pra prateleira. Deve se sentir do mesmo jeito que nós mulheres ao ver uma prateleira cheia de aditivos pra motor. E eu sei lá qual serve pro meu carro? E eu sei lá se meu carro precisa de um? Na verdade hoje nem tenho carro mais.

Economy Hell
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Cheguei em Dubai já com a logística preparada. Mala no HQ da empresa, roupa pra trocar já dentro na bagagem de mão. Troquei de roupa na velocidade da luz, peguei minha mala e pulei dentro do primeiro taxi rumo ao Terminal 1 de Dubai, o terminal velho, sentindo uma mágoazinha por não embarcar no Terminal 3, que é exclusivo pra Emirates.
Contando os minutos cheguei no Terminal com tempo de sobra. Em agradecimento a todos santos resolvi pagar penitência e dei Dhs 5 de gorjeta pro taxista ( :O ) Até agora não acredito que fiz isso, mas tudo bem. Quem mora em Dubai sabe porque eu digo isso. Fazendo o check-in encontro uma colega de companhia no balcão que simpaticamente bloqueou 4 assentos para que eu pudesse descansar. Ueba!
Ledo engano. Preparando pra partir me entra uma família árabe com umas 5 crianças. Na boa que aposto U$ 100 que esse povo morava no deserto por simples dedução. Primeiro: certeza que onde eles moram não tem tv nem internet porque não é possível ter aquela escadinha de criança remelenta se você tem mais o que fazer da vida. Segundo: aquelas crianças não deviam tomar banho há mais de uma semana. Sabe povo que tem até crosta de sujeira na cara? Era assim.
O pai FDP com certeza que reservou os assentos da frente, mas como tinha um homem sentado, olhou pra cara da otária aqui que sonhava em dormir o voo inteiro e pensou que ela dava pra babá e pediu pra sentar as crianças do meu lado. Como todo mundo se comove com crianças (menos eu) resolvi não reclamar com medo de ser linxada e as crianças xexelentas sentaram do meu lado.
Quando eu falo xexelenta, não me leve a mal. É que o molequinho que tava perto de mim tinha o chulé mais fedorento que já vi em um classe econômica na minha vida, e olha que de chulé a econômica tá tão cheia quanto o inferno tá de cheio de boas intenções. Nessa hora eu queria subir nas tamancas com os pais mas resolvi procurar por um spray na galley com as colegas de profissão. Não tinha spray. Hora do Plano B!
Esperei o molequinho dormir, peguei um cobertor e pagando de Madre Teresa resolvi cobrir o coitado. Não que eu estivesse preocupada com ele sentindo frio ou não que pra isso ele tinha mãe e pai a bordo. Eu fui era cobrir o pé do moleque. Não resolveu. Passageiros do outro lado do corredor estavam reclamando e eu que tava do lado dele já tava pra pedir uma máscara de incêndio (smokehood). Resolvi pagar de burca e cobrir meu rosto com cobertor. O cansaço tomou conta do resto.
Cheguei em Frankfurt pra fazer a conexão do meu voo pra Houston. Ainda no avião eles mostraram um video na tela comum, porque os assentos não possuem monitor individual ( :0 x2 ) dizendo que o aeroporto era um dos 10 maiores do mundo. Tenho pavor quando dizem isso! Isso quase sempre significa que você vai ter que andar loooongas distâncias pra fazer sua conexãom, já que Murphy é mais, e certeza que seu portão não vai ser a menos de uns 500 m de distância. Dito e feito. Cheguei exausta, sem nada pra fazer por 5 horas. Chance pra se esticar, pega uns quatro assentos juntos na área de embarque, eyeshade e se joga bonita!
Acordo com uma criançada indiana fazendo barulho estridente perto de mim e de outros passageiros que também estavam dormindo enquanto a mãe nao dizia nada, pra variar, e uma menininha indiana de uns 3 anos de idade olhando bem na minha cara e tentando mexer na minha mala. Queria cozinhar aquela criançada com curry. Dou meu dedo mindinho que Gloria Perez só fez essa novela porque não viaja de econômica na Ásia.
Finalmente embarque pra Houston. Dessa vez a ground staff acertou e me colocou bem na saída de emergência, com espaço pra esticar minahs pernas, janela e apoio pra cabeça. Fui tranquila e serena. Passageiro do lado era um militar americano que dormiu o voo inteiro e quando cansava de dormir cochilava. Mais uma vez não tinham tvs individuais (shameeee, Lufthansa!) mas consegui assistir dois filmes antes de apagar de vez três horas antes de pousar.
Em solo uma fila quilométrica pra imigração, fomos misturados com um voo que veio do México ( :0 velocidade 5), todo mundo de máscara, povo já apavorado. Demoro quase uma hora pra passar na imigração. Como em câmera lenta chego na esteira segundos depois de ver o funcionário tirar minha mala da esteira e jogar no chão (FDP!!!). Um cachorinho beagle vem cheirar minha mala pra ver se acha "tóchico". Enfim liberada. Abrem-se as portas e vejo ao longe (mesmo míope) o meu chinês. Dou um abraço aliviada e não vejo a hora de chegar em casa. Penso comigo: "calma Priscila, a econômica já passou".
Resumindo em poucas palavras...
segunda-feira, 11 de maio de 2009
TÁ FODA!

Você sabe que é uma aeromoça quando:
segunda-feira, 4 de maio de 2009

Quem tem medo de fantasmas?
Como boa fã de ficção científica e fenômenos sobrenaturais não seria difícil me tornar também uma fã da já extinta série Arquivo X. Parte da minha adolescência, era vidrada nas histórias relatadas em cada episódio e sempre acreditei que a "verdade está lá fora", como diria agente Fox Mulder. Vi uma vez em alguma revista comentando sobre um livro relatando os casos reais em que foram inspiradas as histórias da série. Era doida pra comprar mas só tinha a versão em inglês e ainda não tinha capacidade pra ler em inglês nem dinheiro pra comprar o livro que era importado e caro.

Tão feliz...
Consegui chegar a tempo de encontrar com meu grande amigo Mohammed no aeroporto de Dubai em trânsito entre Amman (Jordânia) e Houston (EUA). Estava me esperando com uma caixa enorme cheia de biscoitos de gergelim diretamente da Jordânia que ele sabe que eu amo. Só Deus sabe o quanto foi bom ver um rosto amigo aqui em Dubai. E o melhor é que é o rosto mais amigo que eu conheço. Pra quem não sabe esse é meu amigo jordaniano de Houston que conheci por intermédio do meu chinês. No primeiro momento chega a dar medo. Árabe, grandão, barbudo, com seus 40 anos idade e que mesmo se não souber, dá pra advinhar que seu nome é Mohammed. Depois de pouca conversa já deu pra perceber o quão especial é essa pessoa.

Hello, Dubai
sábado, 2 de maio de 2009
To voltando pra Dubai. Aleluia!
Falo nada. Dormi o dia todo em Singapura, acordei achando que meu relogio tinha quebrado. Eram 19:30h!
Isso porque nem bebi muito no dia anterior.
Vou cheia de energia nesse voo e na esperanca de chegar a tempo de encontrar meu mais querido amigo Mohammed no aeroporto em Dubai antes do voo dele pra Houston.
Uma boa conversa e uma caixa de bolinhos de gergelim da Jordania me esperam.
Vejo voces no deserto.
Vao todos queimar no marmore do inferno
Estou aqui no Business Center do hotel e um casal esta aos beijos bem aqui do meu lado. Coisa mais do que normal no Brasil e no resto do mundo. Acontece que me sinto tao dubaiense ja que me peguei olhando pra eles com ar de reprovacao. "Onde ja se viu casal se beijando em publico?"
Lembro que tive a mesma sensacao em Moscou, onde os casais tentam provar que russos nao sao tao frios quanto a Siberia e que se pegam... e pegam muito. Fiquei passada com casais se beijando na escada rolante do metro. " Como pode uma indescencia como essa?"
Em Dubai e contra a lei demonstracoes de afeto como essas. Nunca se ve. Raramente um selinho, meio escondido. Claro que junte a isso o fato de estar sozinha e no fundo sentir uma baita de uma inveja tambem, ja que o chines esta ha mais 14 horas de distancia em velocidade de cruzeiro.
Pronto, o casal foi embora. Ufa! Posso ver puritanamente em paz.
Balanco parcial da trip Dubai - Melbourne - Singapura - Dubai
* 2 kilos mais gorda
* Uma meia desfiada
* Cansaco que nao acaba mais
* 3 diferentes unidades monetarias na carteira
* Uma camera fotografica estragada
* Um par de sandalias compradas em Singapura na promocao que na primeira usada ja ta com defeito
* Infinita vontade de ter um koala so pra mim
* Pavor de rabo de kangoroo
* Uma mala mais do que pesada
* Desespero de vontade de voltar pro meu doce lar em Dubai
P.s.: Falando em Dubai, o co-piloto nos informou hoje que Dubai deu 47C ontem.
Como diria o povo la em casa: "guri do ceu!"
O que pior poderia acontecer?
sexta-feira, 1 de maio de 2009
* Sem acento diretamente do Business Center do Hilton em Melbourne - Australia
Minha camera fez o simples favor de nao querer funcionar mais em plena Singapura, quando ainda tinha mais uma viagem pra Melbourne - Australia, e mais um dia na volta em Singapura.
Para, respira. Nao joga no chao!!!
Vai ser uma dura batalha com a Jumbo Eletronics em Dubai pra resolverem o meu problema. Po, nao tem nem dois meses que comprei a camera. Minha terceira Sony Cyber-Shot e a primeira que da pane. E em uma viagem pra Australia? Por que, Deus? Por que???
O meu desespero de completou quando a programacao aqui em Melbourne foi fechada em ir ao zoologico ver kangoroos e koalas. Afe! Acho que dava pra ver uma lagrima correndo no canto do meu olho. Pirei!
Priscila - no zoologico - sem camera. A combinacao do inferno!
Thanks pro Diego, meu colega de classe na Aviation College que veio na mesma trip comigo e como toda bicha adora um flash, tira milhoes de fotos e se oferece pra fazer uns closes pra mim. Koalas, kangoroos... suricatos que eu adoro. Todos registrados. Depois posto as fotos que eu to no hotel e ta frio pra caraiiiii aqui em Melbourne, vim sem estar preparada, e nao vejo a hora de voltar pra quente e umida Singapura.

