Don't tell my mother...
sexta-feira, 14 de maio de 2010
That I'm going to Bangkok!
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Aqui, lá, em qualquer lugar.
Acabei de chegar de um voo pro Paquistao. Voo relativamente facil mas claro que essa galerinha nao poderia me deixar decepcionada, no maior estilo Dhaka de ser, inundando os banheiros, apertando o call bell como se fosse um ringtone e trocando a fralda suja do bebe no assento. E se nao eh suficiente, DEIXANDO A FRALDA SUJA NO CHAO!
Nem adianta me perguntar se eu peguei porque eh claro que nao peguei. Nega ja veio me dar aquele saquinho e por mais que la esteja dito pra entregar pra comissaria, por favor ne.
- Aqui.
- Que isso no pacote? Vomito?
- Eh
- Entao voce que va la e coloque no banheiro!
E nao me interessa o que esta escrito, ate porque ninguem vai te ensinar bom senso.
*sem acento direto do meu Blackberry que so sabe falar ingles e arabe. Se alguem souber como eh que eu acentuo coisas aqui ficarei muito grata.
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Um show emo cancelado, a criançada revoltada, D. Rosangela no meio e uma juventude perdida. Conseguiu deixar o OMG Cat chocado!
United e Continental anunciaram a fusão.
ADORO!
E o G1 divulgou o ranking das maiores airlines do mundo.
Minha queridinha aí é a Continental, que é baseada em Houston e me leva diretinho de São Paulo até lá. Mas devo dizer que gosto da Lufthansa também pelo serviço honesto que só peca pela falta de telas individuais na econômica nos Boeing 747 que são mais velhos do que eu. American Airlines eu piro nas vovós comissárias que já perderam a paciência com passageiros muitos anos atrás lá pela década de 70. Ah e tem a Southwest, a mais tranquila de todas onde comissário pode cantar rap paras instruções de segurança.
Acho que meu sonho seria trabalhar pra uma dessas empresas onde não basta ser apenas irônico com passageiro abusado: tem quem processar em corte também!
Ah é, Emirates está alí também.
Mas cadê Etihad, Qatar e Singapore?
HA!
Ranking das maiores companhias por número de passageiros por quilômetro transportado
Ranking por Companhia / País / Passageiros em 2008
1 American Airlines EUA - 211,987 milhões
2 United Airlines EUA - 176,706 milhões
3 Delta Air Lines EUA - 169,895 milhões
4 Air France França - 131,845 milhões
5 Continental Airlines EUA - 129,433 milhões
6 Lufthansa Alemanha - 126,267 milhões
7 Southwest Airlines EUA - 118,272 milhões
8 British Airways Inglaterra - 115,734 milhões
9 Northwest Airlines EUA - 114,608 milhões
10 Emirates Emirados Árabes - 100,672 milhões
Fonte: Dados de 2008 da IATA, considera voos domésticos mais internacionais
Eu sei que é maldade, mas não fui eu quem tirou a foto
* Somando às Samsonites aí tem o fato de o Duty Free em Dubai parecer um supermercado. Aí eles trazem a bordo latas de Leite Ninho de 2kgs, mais latas de Tang Laranja do mesmo tamanho e juro que dessa vez vi até uma caixa de Lava-roupas Omo de 3kgs. JURO! Aí a pobre comissária aqui tenta jogar um Tetris no compartimento de bagagem com essas formas geométricas diversas e fazer isso tudo caber.
* Quando um passageiro tem o assento do meio, geralmente espera o outro levantar pra poder entrar. Eu se que você só viaja de econômica como eu e sabe do que eu estou falando. Mas nesses voo eles vão subindo em cima do outro pra entrar no assento e você começa a desesperar. Consegui me sentir como uma guarda de trânsito. Tinha que ficar com a mãozinha levantada em sinal de Pare! colocando um por um nos assentos. Eu sozinha em uma cabine inteira. Era de dar dó.
Beleza, todo mundo sentado, hora de partir. Todo mundo sentado ovas. Tem que ficar gritando toda hora pra passageiro que quer levantar justamente no momento em que o capitão está preparando pra levantar voo.
E que comece o serviço. Em todos os voos todo mundo prefere pegar o carrinho de bar já que não costuma faltar bebida ao contrário de carrinho de comida onde passageiro fica fazendo escândalo porque acabou a carne e só tem frango. Mas em Dhaka é diferente. Fugi do bar como o diabo foge da cruz já que a dinâmica do voo é diferente. Funciona mais ou menos assim.
Todo mundo pede água ou suco, no máximo uma pepsi. Mas aí vem um infeliz e pede cerveja. Depois de ver que ele conseguiu uma cerveja de graça, a fileira inteira pede cerveja e vai avisando os outros companheiros da frente. Aí você se vê desesperado no meio daquele monte de homens desesperados gritando por "beer, beer". AAAAAHHHHHHH!
Enquanto isso, no carrinho de comida, você dá o que tiver porque mesmo que queira ser gente boa é impossível ficar perguntando pra cada um o que eles querem já que ninguém entende uma palavra do que você fala.
Acaba o serviço e você senta na galley esgotada. Mas o pesadelo ainda não acabou, porque todo mundo aperta o botão pra chamar comissário por engano. Claro que não vamos lá ou vamos ficar o resto do voo pra cima e pra baixo de graça. O problema é porque esse botãozinho encontrado em cada assento faz um campainha soar na galley. Ou seja, você tem o resto do voo com uma campainha tocando sem parar no seu ouvido enquanto você tenta dar uma descançada.
E enfim chegamos a Dhaka. A primeira impressão é de um país muito pobre com um trânsito totalmente caótico. O hotel é um oasis no meio de tudo isso que te faz sentir culpada. Um passo na porta da rua e uma multidão de mães com bebes e crianças te seguem pra pedir dinheiro. Se você der um centavo a multidão aumenta e você tem que voltar pro hotel. Mas fui a outra parte da cidade, o que acredito ser mais perto do centro comercial, e deu pra andar sem muito problema. Pessoas vem pedir dinheiro mas te deixam em paz ao primeiro não. O trânsito é coisa que não existe. Uma pequena distância pode levar meia hora e andar de tuc-tuc se mostrou uma das experiências mais aterrorizantes da minha vida. Os caras são suicidas!
Ooooook, ok, depois de tudo isso devo dizer que acima de tudo, tenho um carinho especial pelo povo de Bangladesh, principalmente as mulheres. São todas muito humildes, mas sempre muito doces e mesmo sofrendo tanto, trabalhando tanto e lutando pra ter o que comer sempre abrem um sorriso.
Olha a barra no carro, a falta de faixa no asfalto, o ônibus todo batido
"Esvazie a sua mente. Liberte-se de suas formas. Como a água! Você coloca a água em uma garrafa, e ela será a garrafa. Se você a coloca dentro de uma xícara de chá, ela será a xícara de chá. A água pode fluir ou destruir.
Seja a água, meu amigo."
Bruce Lee
Nunca fui muito fã de Sex and the City, até uma noite chuvosa em Pequim sem nada melhor na tv pra assistir.
Mas enfim, não sei porque resolvi assistir o trailer. Mas assisti e vi que pelo jeito o novo filme vai se passar em boa parte do tempo em Abu Dhabi, a capital dos Emirados Árabes Unidos. Até aí tudo bem, só penso em quanto o governo de lá pagou por todo esse jabá. E jabá dos grandes. Com crise ou sem crise, e sem jabá, aposto que Carrie e companhia teriam escolhido Dubai. Nossa cidade continua muito mais divertida.
Enfim... não se engane que Abu Dhabi é bonita mas nem de longe é aquela miragem do deserto que aparece aí. E segundo é chato pra caraio. Pergunta pro povo de Abu Dhabi que dirige cerca de 1h30 até Dubai pra passar o fim de semana, mesmo se for só pra ir na shisha. Na verdade, não pergunte porque eles nunca iriam admitir. Mas não saem daqui. Agora, se você dirige 1h30m entre duas cidades do oriente médio só pra ficar indo em shisha, coisa que todo quarteirão tem, é porque sua cidade é muiiiiito chata.
Agora dá uma olhada nos 2:00 de video e veja se reconhece um chapeuzinho vermelho.
Há, o jabá não foi suficiente pra colocar a companhia aérea meia-boca deles no filme? Chapeuzinho vermelho por essas bandas só tem nós.
Dubai, cidade das contradições.
Voo pra Beirut merece ganhar o selinho do OMG Cat! Que porra de voo é aquele? Ow povo que enche o saco pelo amor de Deus. Viaja de econômica com mais de 300 pessoas, mas a pose é de quem viaja de primeira classe. Só quem mora por aqui sabe bem do que eu estou falando.
Isso me fez lembrar de uma história que ouvi a bordo. Parece piada mas bem acho que foi verdade. E ainda lamento por não ter sido eu a autora.
A comissária passa pelo corredor da classe econômica e um passageiro diz para a filha pré-adolescente:
- Tá vendo minha filha, estuda, mas estuda mesmo, pra um dia não ter que trabalhar de comissária.
A comissária ouviu e seguindo a lenda, respondeu:
- Tá vendo mocinha, estuda, mas estuda mesmo, pra um dia você ter dinheiro suficiente e não ter que viajar apertada aqui de classe econômica igual ao seu pai.
A-D-O-R-O!
Acabei de chegar de Sydney - Austrália. Em um voo de 14 horas, bombando. Se Deus quiser essa é a última vez que opero voo longo. Se nem pra Houston eu opero voo, imagina ter que ficar indo pra Austrália.
E eu cheia de ódio no peru, já mandava um atravessado pra qualquer um que metesse a besta comigo.
No security check do aeroporto, no caminho de volta.
-Preciso tirar os sapatos, o chapéu?
-Claro, não mudou nada, se tivesse mudado eu te avisava.
-Você acha que minha vida é vir pra Australia? Graças a Deus não!
-Mas todos os aeroportos do mundo você precisa tirar os sapatos.
-Desculpa, mas não sei se você sabe, mas como eu vivo viajando eu sei. Não são todo os aeroportos do mundo que é necessário tirar os sapatos.
O cara ficou quieto. O outro crew brasileiro já solta um "toma".
No avião. Uma infeliz criatura deu o azar de apertar o botão pra chamar comissário. Lá fui eu. Se é nego sentado no corredor então, ódio mode on.
-Algum problema? (O certo seria perguntar "Pois não como posso ajuda-lo?)
-Eu quero uma dessas tortas de carneiro que estão aqui no menu.
-Esse é o próximo serviço, que comecará em aproximadamente uma hora.
-Mas aqui fala "Como eu quiser" (nome do serviço)
-Sim, correto. Fala "Como você quiser", não "Quando você quiser".
Finalizo com aquele sorriso irônico pra pessoa ficar na dúvida se eu estava brincando ou realmente tirando um sarro da cara dele.
Stress de jet lag? Não sei, mas só sei que achei um magneto de geladeira pra minha coleção que nada mais é que a fiel descrição do que é ir pra aquele lugar.