Tehran
segunda-feira, 23 de março de 2009
Comecei a descobrir a parte da dor de ser cabin crew ontem em um voo inesquecível pra Tehran, Iran. Para entender, junte as partes dos cenário: um dia após o ano novo deles, famílias gigantescas voando juntas e mudando de poltronas, mais de 300 pessoas na econômica, crew novo, serviço completo em apenas 45 min. Juntou as peças? Pronto você tem um retrato de um dia difícil.
Acontece que na nossa companhia você nunca vai receber amendoin e suco de laranja apenas, mesmo que só dure 45 min nos ares. É sempre refeição quente, pra nosso desespero. No fim do voo eu só tinha na minha cabeça que não queria voltar na cabine nem a tiro de 12. Não queria ser a pessoa a dar xauzinho com cara de pau. Pois a ingenua aqui viu que iam abrir a porta de trás e pediu pra fazer o serviço pra poder treinar, achando que era pro pessoal da limpeza entrar. Fuck! Abri a porta de trás e descobri que na verdade era pra desembarque de passageiros. Quando vi já estava na cena do crime. Chapeuzinho? Confere. Batom vermelho? Confere. Sorriso aberto? Confere. Óleo de peroba na cara? Super confere!
Depois do voo todo mundo ainda tenso e eu só pensando que sobrevivi, que perdi a balada porque chegamos depois da meia-noite e que tenho quatro dias de folga antes do meu próximo destino, Athenas, e que vou endoidecer dentro de casa nesses dias ou vou festar como nunca. A terceira via é o que acontece agora, sofá, internet e me encher de humus com pão árabe e azeite de oliva.
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