Thailândia - Bangkok com o chinês
quarta-feira, 10 de março de 2010
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Como avisei antes, chinês veio passar férias aqui comigo em Dubai e em uma tarde resolvemos em menos de uma hora que iríamos pra Bangkok. Assim mesmo, tipo no sofá "bem que poderíamos ir pra algum lugar já que estamos tão longe de casa já". E Bangkok, especialmente a área ali do Silom, onde fica o nosso hotel já é meu quintal. Além do que, já sei (nem sempre) lidar com a malandragem dos thailandeses querendo sugar o rico dinheirinho de nós turistas e tudo lá é de preço bem acessível. Chinês comprou as passagens, reservei hotel e fumembora.
Planejar viagem com tipo, dois dias de antecedência não é a melhor das opções, o que nos deixou a opção de ir com a Gulf Air, do Bahrein. Servicinho honesto, que só faz eu querer morrer de ódio com os filhadaputas que eu carrego. Nas outras empresas eles não recebem nada e não reclamam, aqui se a toalha quente está quente é motivo pra reclamar. Enfim... Cheia de rancor fui pra Bangkok.
Chegando no aeroporto tive que ser lembrada que tenho passaporte brasileiro e que por isso mereço sofrer, enquanto o chinês de passaporte americano tem tudo mais fácil. Depois de meia hora na fila de imigração descobri que teria que voltar e preeencher uma declaração de saúde. Não adiantou explicar que nem no Brasil eu vivo mais. Teria que passar por mais meia hora de fila enquanto o chinês já tava lá do outro lado. Achei um oficial lá de papinho com os culégas e comecei a chorar e expliquei que meu "marido" já tava lá do outro lado e que eu ia ficar naquela fila imensa outra vez. Ele se sensibilizou, disse que não precisava chorar e me passou em um guichê especial. Agradeci e cruzei o portão com um sorrizinho cínico. Como diria minha amiga Juliana: "Priscila, você é terrível".
Depois disso só nos restou Bangkok. O chinês pirou, primeira vez de volta a Asia em 30 anos. Comiamos Thai food todo dia, nos lugares mais pé-sujo que possa imaginar mas que tinham o que há de mais tradicional. Andamos pelo Pat Pong, famosa feira que entre Guccis e Chanels falsificadas tem um dezenas de puteiros de lado a lado, sempre com alguém oferecendo show de "ping-pong", onde as mulheres atiram bolas de ping-pong, dardos e tiram todo tipo de coisa de dentro da perseguida. Fui em um uma vez com o crew e me desapontei, putas velhas, povo malandro e terminamos sendo expulsas pq não quisemos pagar o preço abusivo e fora do acordado.
Tomei Singha, cerveja thailandesa, até não poder mais. Também tomei overdose de Ice Thai Tea que é doce que só mas é tudo que há de mais refrescante. Andamos de "tuc-tuc", ou mais conhecidos como "riquixás", aquelas motos modificadas que se transformam em um pequeno carro para até dois passageiros mas que os thailandeses carregam a vida naquelas motoquinhas. Um dia pegamos um e o chinês perguntou quanto tempo demorava pra chegar até o hotel. O motorista dot "tuc-tuc" falou que só cinco minutos. Pensei, há, conheço Bangkok o suficiente pra saber que estamos bem mais longe que isso. Quando esse rapaz acelerou esse "tuc-tuc" eu vi mihna vida passar como em um filme. Pensei que era daquele jeito que minha vida ia terminar, num acidente de "tuc-tuc" em Bangkok, uma morte bem pão com ovo viu... E ele acelerando com aquela imitação de Havaianas... Fechei o olho. Não posso dizer que chegamos ao hotel em cinco minutos, mas mais que sete minutos não foi.
Como não era nem a minha primeira ou segunda vez em Bangkok, sai de lá com a missão cumprida de deixar o chinês feliz com a minha escolha de férias e com vontade de voltar. Ele ficou impressionado com a alegria e educação do povo, com a comida e cultura de respeito ao próximo. Quem sabe ele tira um pouco da cabeça essa obsessão pelo Brasil. Não duvido se um dia ele também não aprende Thai, assim como ele aprendeu português, e inventa de querer se aposentar na Thailandia. Vai sozinho!
Sawadee-ka!
Chinês pirando na loucura que é Pat Pong
Ele e o Sleeping Buddha. Mesmo porque ele é budista e eles se entendem...
Chinês pagando de gatinho no MBK, centro de compras popular, paraíso de toda mulher econômica aqui na Terra.
Em algum mercado de flores que não faço a menor idéia de como fomos parar, já que meu lema em viagens é "let's get lost"
Quase perdendo a vida em um dos muitos "tuc-tucs" que pegamos.
i as praias? foi nela nao?
A Priscila é muito mais que terrível, sempre vence pelo cansaço, brasileira que não desisti nunca!
Bjocas e te amo!
Fica sempre com Deus!
Priscila. Gostaria de saber quais as diferenças entre namorar um chines e um brasileiro. Andei conversando com um chines pelo livemocha. E o achei bastante reservado. Mas ao meu ver sao homens bem companheiros. Estou certa, errada?!
carol.minin@gmail.com
Obrigada
Lindos, Pri! Amei as fotos de vocês dois juntinhos. :) Beijocas!