É bem Dubai!

domingo, 25 de abril de 2010


A completa vestimenta das locais: Abaya, sheyla, o indispensável Blackberry, bolsa de marca e óculos escuros. Lamento por só faltar o fone de ouvido do celular que elas passam o fio de orelha a orelha pra ficar com o fone pendurado na boca.

Hong Kong, Bruce Lee e uma história de amor

quinta-feira, 15 de abril de 2010

O plano era ir pra Tunísia. Mas nos 45m do segundo tempo resolveram me mandar pra Hong Kong. Pensei, poderia ser pior, poderiam me mandar pra Inglaterra, onde os voos são simplesmente infernais. Então aceitei o meu destino e mais uma vez fui para Hong Kong. Da primeira vez, como já postei aqui, visitei o Big Buddha. Dessa vez resolvi ir visitar o Victoria's Peak, com uma vista fenomenal da Baia de Hong Kong. Na verdade o que muita gente diz é que Hong Kong é muito parecida com o Rio de Janeiro, só que mais civilizada, né. Não sei, não posso dizer já que nunca coloquei meus pés no Rio, mas acredito que nossa cidade seja muito mais bonita. Mas isso não me interessa porque eu gosto mesmo é de Ásia e Hong Kong é uma versão limpa e civilizada da China. Quero morar lá.

Avisei o chinês que ia e como da segunda vez, a única coisa que veio a cabeça dele foi Bruce Lee. Deixa eu explicar. Nós a oeste não conhecemos a verdadeira figura do Bruce Lee. Ele não foi só o cara que mostrou o kung-fu ao resto do mundo. Antes de tudo ele era uma figura de inteligência acima da média e um filósofo. Sim, um filósofo,e até hoje sua figura é largemente cultuada por chineses, principalmente em Hong Kong. E lá veio o pedido: "tira uma foto pra mim na estátua do Bruce Lee que tem lá".

E eu lá sabia onde ficava essa estátua?

Por sorte, uma das meninas do crew era portuguesa e já morou em Hong Kong e conseguiu me dar todas as instruções para chegar lá. Depois de ver o Peak com as meninas, me separei delas e fui sozinha na minha empreitada. Tive que pegar um ferry boat, e andar naquele dia úmido e abafado até o fim da tal de Avenida das Estrelas, uma versão chinesa da Calçada da Fama, e nada de aparecer aquela estátua. A estrela do Jackie Chan, outro famoso cidadão de Hong Kong, já tinha ficado pra trás fazia tempo e quando eu quase pensava em desistir, exausta, lá estava a minha luz no fim do tunel: Bruce Lee!

"Esvazie a sua mente. Liberte-se de suas formas. Como a água! Você coloca a água em uma garrafa, e ela será a garrafa. Se você a coloca dentro de uma xícara de chá, ela será a xícara de chá. A água pode fluir ou destruir.

Seja a água, meu amigo."

Bruce Lee



A resposta do chinês depois de ver as fotos: "muito obrigado babe..you are the best!!! te amo"
Valeu a pena!

Ah é... o Victoria's Peak

Sex and the City em Abu Dhabi

domingo, 11 de abril de 2010

Nunca fui muito fã de Sex and the City, até uma noite chuvosa em Pequim sem nada melhor na tv pra assistir.

Mas enfim, não sei porque resolvi assistir o trailer. Mas assisti e vi que pelo jeito o novo filme vai se passar em boa parte do tempo em Abu Dhabi, a capital dos Emirados Árabes Unidos. Até aí tudo bem, só penso em quanto o governo de lá pagou por todo esse jabá. E jabá dos grandes. Com crise ou sem crise, e sem jabá, aposto que Carrie e companhia teriam escolhido Dubai. Nossa cidade continua muito mais divertida.

Enfim... não se engane que Abu Dhabi é bonita mas nem de longe é aquela miragem do deserto que aparece aí. E segundo é chato pra caraio. Pergunta pro povo de Abu Dhabi que dirige cerca de 1h30 até Dubai pra passar o fim de semana, mesmo se for só pra ir na shisha. Na verdade, não pergunte porque eles nunca iriam admitir. Mas não saem daqui. Agora, se você dirige 1h30m entre duas cidades do oriente médio só pra ficar indo em shisha, coisa que todo quarteirão tem, é porque sua cidade é muiiiiito chata.

Agora dá uma olhada nos 2:00 de video e veja se reconhece um chapeuzinho vermelho.

Há, o jabá não foi suficiente pra colocar a companhia aérea meia-boca deles no filme? Chapeuzinho vermelho por essas bandas só tem nós.

Beijo em Dubai pode levar a cadeia

terça-feira, 6 de abril de 2010


Um beijo está provocando o maior auê em Dubai. Pra fazer uma história longa um pouco mais curta:

Um casal de britânicos estava sentado em um restaurante do JBR, uma espécie de beira-mar aqui em Dubai bem movimentada. Aparentemente eram 2h da manhã e aparentemente eles se beijaram. Um cidadã Emirati (natural dos Emirados Árabes), acompanhada de duas crianças, viu a cena e chamou a polícia. Agora o casal está em corte, com previsão de pagar multa, passar um mês na cadeia e depois disso ser deportado. Ainda segundo jornais o agravante é que eles teriam consumido alcool.



Agora pergunto:




  • O que essas crianças estavam fazendo às 2 da manha na rua?


  • Qual o problema em se consumir alcool, claro, não demonstrando estar bêbado em público, se todo hotel na cidade vende alcool livremente.


  • O casal alega que foi apenas um beijo no rosto, de cumprimento. Isso é proibido?


  • Homens indianos andam pra todo lado abraçados, de mãozinha dada, quando não só o dedinho e nínguem fala nada.


  • Até entendo que devemos respeitar a cultura do país em que vivemos, mas pra um país onde menos de 30% é composto de locais e onde a invasão de estrangeiros foi altamente incentivada pelo governo, colocar um casal na prisão porque deu um beijo ou não é um pouco demais, não é?


  • E Dubai ainda quer se vender como cidade turística?


Dubai, cidade das contradições.

Beirut, #VDM = Voo de merda

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Voo pra Beirut merece ganhar o selinho do OMG Cat! Que porra de voo é aquele? Ow povo que enche o saco pelo amor de Deus. Viaja de econômica com mais de 300 pessoas, mas a pose é de quem viaja de primeira classe. Só quem mora por aqui sabe bem do que eu estou falando.


Isso me fez lembrar de uma história que ouvi a bordo. Parece piada mas bem acho que foi verdade. E ainda lamento por não ter sido eu a autora.

A comissária passa pelo corredor da classe econômica e um passageiro diz para a filha pré-adolescente:
- Tá vendo minha filha, estuda, mas estuda mesmo, pra um dia não ter que trabalhar de comissária.
A comissária ouviu e seguindo a lenda, respondeu:
- Tá vendo mocinha, estuda, mas estuda mesmo, pra um dia você ter dinheiro suficiente e não ter que viajar apertada aqui de classe econômica igual ao seu pai.

A-D-O-R-O!

Feliz Páscoa!!!

sábado, 3 de abril de 2010


Seleção fantástica do Não Salvo.
Não tenho culpa se traumas do passado voltarem a te assombrar.
Aqui em Dubai continua a mesma. Não ganho ovo de chocolate, passei minha sexta-feira santa com um peixe de dar vergonha, mais uma lata de sardinha, e o menor pensamento em ir à única Igreja Católica da cidade foi destruído depois de relatos confirmarem a presença de mais de 4 mil pessoas em um lugar minúsculo.
Feliz Páscoa pra você!

Eu vou para a Nigéria!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Oh meu Deus!

(quando ele dá aquela quebradinha de pescoço eu não me aguento)

Upsetdat: Eles adoram destruir meus sonhos e me tiraram do meu voo pra Lagos, Nigéria, e resolveram me mandar pra dois bate-voltas: Beirut e Muscat.

Austrália........................183643638 milhares de quilômetros de distância

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Acabei de chegar de Sydney - Austrália. Em um voo de 14 horas, bombando. Se Deus quiser essa é a última vez que opero voo longo. Se nem pra Houston eu opero voo, imagina ter que ficar indo pra Austrália.
E eu cheia de ódio no peru, já mandava um atravessado pra qualquer um que metesse a besta comigo.

No security check do aeroporto, no caminho de volta.
-Preciso tirar os sapatos, o chapéu?
-Claro, não mudou nada, se tivesse mudado eu te avisava.
-Você acha que minha vida é vir pra Australia? Graças a Deus não!
-Mas todos os aeroportos do mundo você precisa tirar os sapatos.
-Desculpa, mas não sei se você sabe, mas como eu vivo viajando eu sei. Não são todo os aeroportos do mundo que é necessário tirar os sapatos.
O cara ficou quieto. O outro crew brasileiro já solta um "toma".

No avião. Uma infeliz criatura deu o azar de apertar o botão pra chamar comissário. Lá fui eu. Se é nego sentado no corredor então, ódio mode on.
-Algum problema? (O certo seria perguntar "Pois não como posso ajuda-lo?)
-Eu quero uma dessas tortas de carneiro que estão aqui no menu.
-Esse é o próximo serviço, que comecará em aproximadamente uma hora.
-Mas aqui fala "Como eu quiser" (nome do serviço)
-Sim, correto. Fala "Como você quiser", não "Quando você quiser".
Finalizo com aquele sorriso irônico pra pessoa ficar na dúvida se eu estava brincando ou realmente tirando um sarro da cara dele.

Stress de jet lag? Não sei, mas só sei que achei um magneto de geladeira pra minha coleção que nada mais é que a fiel descrição do que é ir pra aquele lugar.

Dura verdade #1

sábado, 27 de março de 2010

Uma colega comentou comigo no último voo e eu parei pra pensar e tive que concordar com ela. Nós somos a companhia que carregamos mais gente feia. Bom talvez eu esteja exagerando um pouco, mas pensa comigo:

  • Não existe gente feia, existe gente pobre. Se você tem dinheiro você só é feio porque você quer. Já assistiu "Dr.90210"? Dá um jeito na carenagem!
  • Pensando pelo preço dos ticket, por exemplo, pra vir e voltar de São Paulo se paga quase 4 mil reais, de econômica. Portanto há de se esperar muita gente bonita e bem vestida nos nossos voos. Certo?
  • Errado. Não consigo me lembrar quando foi a última vez que vi alguém bonito em um dos voos. E a colega disse que o último que ela viu faz uns dois meses atrás. Triste!

E ainda querem que eu trabalhe sorrindo?

O Arthur chegou

segunda-feira, 22 de março de 2010


Minha prima Larissa deu à luz essa coisinha fofa, querida e, graças a Deus, saudável. Nessas horas dói mais ainda não estar perto da família.



Deu até vontade de ter um.
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Passou, passou. Ufa!

Carne de camelo

domingo, 21 de março de 2010


Nãããããããããoooooooooooooooo!
E o pior é que tirei essa foto no mercadinho aqui embaixo do meu prédio.
Já não basta que os coitados têm que trabalhar a vida inteira de cargueiro, ainda matam o bichinho pra comer???

Eu não sei como alguém tem coragem de comer uma coisinha tão fofinha como essa...

Sri Lanka - Colombo

sexta-feira, 19 de março de 2010

E lá eu fui ao Sri Lanka. Troquei meu Manila, Filipinas, por uma experiência diferente, parte do meu plano de ir ao maior número de lugares antes que eu dê bye, bye pra esse emprego, já que já fui a Manila. Voo relativamente fácil, srilankans são humildes e simpáticos. Mas eu já sabia que chegando em Colombo a questão seria um pouco diferente e que como muitos dos países da Asia, os srilankans são mestres na arte de tentar tirar todo o seu dinheiro. Já estava preparada.

Por conta disso, ninguém do crew quis sair pela cidade, só a doida aqui. Comecei a andar perto do hotel em busca de um tal de mercado nas proximidades. Claro que as poucas pessoas na rua olhavam pra mim como pensando "que ela está fazendo aqui?". Nem ligo e sigo andando. DE repente um cara começa a me fazer perguntas e eu ignorando e só dizendo pra ele sair da minha frente. Outro cara para e mostra uma identificação do Ministério de Turismo do Sri Lanka. Ele me disse para não seguir ninguém. Hellooooo, o outro cara que estava me seguindo! E disse que se eu queria ir ao mercado pra pegar um riquixá (aquelas motocas modificadas que parecem um mini-carro). Ele parou um e disse pro cara me levar ao mercado por 20 rúpias, que é quase nada.

Lá foi o cara me levar ao mercado mas como quase toda cidade da Ásia, esse baixo preço é um esquema. Eles sempre querem te levar a uma loja de jóias onde eles ganham vale-combustível e uma comissão por cada coisa que você comprar. Já avisei que não tinha dinheiro pra jóias e que ele podia ir tirando o elefante dele da chuva. Ele começa a falar, falar, sem para em algo que ele pensa que é inglês mas logo dá pra ver que é uma estratégia pra te deixar atordoada e você dizer algo do tipo "ah, whatever, me leva então nessa loja". Mas a pessoa aqui não viaja desde ontem né... Bati o pé e falei que não ia que se fosse o caso ele me levasse de volta pro hotel mas na loja eu não ia entrar. Ele enfim viu que não ai conseguir o que queria e disse que ok. Só então ofereci a ele pagar uma quantia pra que ele me mostrasse um pouco da cidade, como um guia turístico. Ele aceitou, e aqui está um pouco da Colombo que eu conheci.







Aí o motorista do riquixá resolveu me levar a um templo budista. Já falei que a onda na Ásia inteira é visitar templo budista. Mas sempre um diferente do outro. Adoro!






E não é que no templo tinha um elefante? Aliás, devo dizer que os elefantes são parte fundamental da econômia do Sri Lanka. Não com a caça mas com a exploração turística dos animais. O que continua sendo exploração... Fico triste vendo um animal como esse acorrentado. Mas devo dizer que ter a oportunidade de chegar perto de um animal desse tamanho e toca-lo é incrível. Prefiro acreditar que justamente por estar em um templo, esse animal seja bem cuidado, apesar de saber que esse não é o lugar certo pra ele.


Lindo!


Dando pão pro elefante. Assim como eu ele também é chegando em um carboidrato. Olha o resultado: em nós dois!


Dando mais um rolê pela city

Cinnamon Hotel

Vivendo no sub-continente asiático

terça-feira, 16 de março de 2010

É assim que estou me sentindo. Cheguei do Sri Lanka e mal deu tempo de respirar em Dubai e já me mandaram pra um bate-volta em Calicut, na Índia, e hoje a noite mesmo já volto pra Índia novamente, dessa vez passando um dia em Calcutá. Que Madre Teresa, seja lá onde esteja, me proteja, porque a experiência no meu Calicut ontem foi memorável. Pela primeira vez eu tive que gritar com pessoas a bordo. Aquele avião parecia uma selva, te juro!

Deus realmente está provando a minha paciência e tentando me fazer uma pessoa mais calma. Mas vou te dizer em Senhor, pega leve!

Thailândia - Bangkok com o chinês

quarta-feira, 10 de março de 2010

Visitando as pagodas de Wat Po



Como avisei antes, chinês veio passar férias aqui comigo em Dubai e em uma tarde resolvemos em menos de uma hora que iríamos pra Bangkok. Assim mesmo, tipo no sofá "bem que poderíamos ir pra algum lugar já que estamos tão longe de casa já". E Bangkok, especialmente a área ali do Silom, onde fica o nosso hotel já é meu quintal. Além do que, já sei (nem sempre) lidar com a malandragem dos thailandeses querendo sugar o rico dinheirinho de nós turistas e tudo lá é de preço bem acessível. Chinês comprou as passagens, reservei hotel e fumembora.

Planejar viagem com tipo, dois dias de antecedência não é a melhor das opções, o que nos deixou a opção de ir com a Gulf Air, do Bahrein. Servicinho honesto, que só faz eu querer morrer de ódio com os filhadaputas que eu carrego. Nas outras empresas eles não recebem nada e não reclamam, aqui se a toalha quente está quente é motivo pra reclamar. Enfim... Cheia de rancor fui pra Bangkok.

Chegando no aeroporto tive que ser lembrada que tenho passaporte brasileiro e que por isso mereço sofrer, enquanto o chinês de passaporte americano tem tudo mais fácil. Depois de meia hora na fila de imigração descobri que teria que voltar e preeencher uma declaração de saúde. Não adiantou explicar que nem no Brasil eu vivo mais. Teria que passar por mais meia hora de fila enquanto o chinês já tava lá do outro lado. Achei um oficial lá de papinho com os culégas e comecei a chorar e expliquei que meu "marido" já tava lá do outro lado e que eu ia ficar naquela fila imensa outra vez. Ele se sensibilizou, disse que não precisava chorar e me passou em um guichê especial. Agradeci e cruzei o portão com um sorrizinho cínico. Como diria minha amiga Juliana: "Priscila, você é terrível".

Depois disso só nos restou Bangkok. O chinês pirou, primeira vez de volta a Asia em 30 anos. Comiamos Thai food todo dia, nos lugares mais pé-sujo que possa imaginar mas que tinham o que há de mais tradicional. Andamos pelo Pat Pong, famosa feira que entre Guccis e Chanels falsificadas tem um dezenas de puteiros de lado a lado, sempre com alguém oferecendo show de "ping-pong", onde as mulheres atiram bolas de ping-pong, dardos e tiram todo tipo de coisa de dentro da perseguida. Fui em um uma vez com o crew e me desapontei, putas velhas, povo malandro e terminamos sendo expulsas pq não quisemos pagar o preço abusivo e fora do acordado.

Tomei Singha, cerveja thailandesa, até não poder mais. Também tomei overdose de Ice Thai Tea que é doce que só mas é tudo que há de mais refrescante. Andamos de "tuc-tuc", ou mais conhecidos como "riquixás", aquelas motos modificadas que se transformam em um pequeno carro para até dois passageiros mas que os thailandeses carregam a vida naquelas motoquinhas. Um dia pegamos um e o chinês perguntou quanto tempo demorava pra chegar até o hotel. O motorista dot "tuc-tuc" falou que só cinco minutos. Pensei, há, conheço Bangkok o suficiente pra saber que estamos bem mais longe que isso. Quando esse rapaz acelerou esse "tuc-tuc" eu vi mihna vida passar como em um filme. Pensei que era daquele jeito que minha vida ia terminar, num acidente de "tuc-tuc" em Bangkok, uma morte bem pão com ovo viu... E ele acelerando com aquela imitação de Havaianas... Fechei o olho. Não posso dizer que chegamos ao hotel em cinco minutos, mas mais que sete minutos não foi.

Como não era nem a minha primeira ou segunda vez em Bangkok, sai de lá com a missão cumprida de deixar o chinês feliz com a minha escolha de férias e com vontade de voltar. Ele ficou impressionado com a alegria e educação do povo, com a comida e cultura de respeito ao próximo. Quem sabe ele tira um pouco da cabeça essa obsessão pelo Brasil. Não duvido se um dia ele também não aprende Thai, assim como ele aprendeu português, e inventa de querer se aposentar na Thailandia. Vai sozinho!

Sawadee-ka!





Chinês pirando na loucura que é Pat Pong



Ele e o Sleeping Buddha. Mesmo porque ele é budista e eles se entendem...
Chinês pagando de gatinho no MBK, centro de compras popular, paraíso de toda mulher econômica aqui na Terra.

Em algum mercado de flores que não faço a menor idéia de como fomos parar, já que meu lema em viagens é "let's get lost"




Quase perdendo a vida em um dos muitos "tuc-tucs" que pegamos.

Zica

segunda-feira, 8 de março de 2010

Pois é, parece que logo depois das minhas férias com o chinês e nossa viagem pra Thailândia, o avião ainda nem tinha pousado no Oriente Médio e a onda de má sorte já começou a bater. Pra começar, vim de Bangkok colocando os bofes pra fora no avião até chegar no Bahrein, naquele aeroportozinho pão com ovo, nossa escala antes de Dubai. Como uma cidade que tem uma das corridas de Fórmula 1 tem um aeroporto daqueles? Enfim...

Cheguei em Dubai com um dia só pra descansar como no outro dia estaria de reserva e o chinês ainda estaria em Dubai. Não adiantou rezar: me mandaram direto pra Australia e Nova Zelândia em uma viagem de 5 dias. Carai! Acordei cedo, coloquei meu uniforminho e fui esperar o ônibus. O chinês ficou todo feliz em me ver ir trabalhar. Talvez por vingança porque quando estou nos Eua é sempre ele acordando cedo pra garantir o leite das criançinhas e eu dormindo até o meio-dia. Mas ele jura que era pra me ver de uniforme.

Já no segunda parte da viagem comecei a sentir dores de cabeça, garganta doendo, nariz escorrendo. Foi tempo de pousar em Dubai, dormir e acordar bixada. E isso já são cinco dias, já liguei sick 3 dias e meu gerente deve estar me amando. mas eu estou sobrevivendo.

Agradecimento especial a minha flatmate doente, a Andressa, que está com pedras nos rims e há quase dois meses sem voar (segundo as más linguas, ela anda comendo pedra só pra não trabalhar) e que por isso está sempre em casa pra cozinhar e cuidar de mim.

Se no Brasil eu estivesse, minha vó Naná já tinha me mandado tomar banho com alcool, sal grosso e as ervas do quintal dela que era pra tirar tudo de ruim.