Economy Hell
quinta-feira, 14 de maio de 2009
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Férias Econômica,
Frankfurt
1 comentários
Ai jisuis, só consigo servir a econômica, mas viajar de econômica, em companhia européia é pácabá! E lá fui eu de Lufthansa depois de fazer um turnaround pra Nigéria e voltar pra Dubai no mesmo dia, somando 12 horas de serviço. Antes de tudo, rezei pra todos os santos e bati um migué no cockpit que precisava chegar a tempo. Claro que isso não interfere em nada, mas vai saber né... Já que tava lá mesmo, mandei o recado.
Cheguei em Dubai já com a logística preparada. Mala no HQ da empresa, roupa pra trocar já dentro na bagagem de mão. Troquei de roupa na velocidade da luz, peguei minha mala e pulei dentro do primeiro taxi rumo ao Terminal 1 de Dubai, o terminal velho, sentindo uma mágoazinha por não embarcar no Terminal 3, que é exclusivo pra Emirates.
Contando os minutos cheguei no Terminal com tempo de sobra. Em agradecimento a todos santos resolvi pagar penitência e dei Dhs 5 de gorjeta pro taxista ( :O ) Até agora não acredito que fiz isso, mas tudo bem. Quem mora em Dubai sabe porque eu digo isso. Fazendo o check-in encontro uma colega de companhia no balcão que simpaticamente bloqueou 4 assentos para que eu pudesse descansar. Ueba!
Ledo engano. Preparando pra partir me entra uma família árabe com umas 5 crianças. Na boa que aposto U$ 100 que esse povo morava no deserto por simples dedução. Primeiro: certeza que onde eles moram não tem tv nem internet porque não é possível ter aquela escadinha de criança remelenta se você tem mais o que fazer da vida. Segundo: aquelas crianças não deviam tomar banho há mais de uma semana. Sabe povo que tem até crosta de sujeira na cara? Era assim.
O pai FDP com certeza que reservou os assentos da frente, mas como tinha um homem sentado, olhou pra cara da otária aqui que sonhava em dormir o voo inteiro e pensou que ela dava pra babá e pediu pra sentar as crianças do meu lado. Como todo mundo se comove com crianças (menos eu) resolvi não reclamar com medo de ser linxada e as crianças xexelentas sentaram do meu lado.
Quando eu falo xexelenta, não me leve a mal. É que o molequinho que tava perto de mim tinha o chulé mais fedorento que já vi em um classe econômica na minha vida, e olha que de chulé a econômica tá tão cheia quanto o inferno tá de cheio de boas intenções. Nessa hora eu queria subir nas tamancas com os pais mas resolvi procurar por um spray na galley com as colegas de profissão. Não tinha spray. Hora do Plano B!
Esperei o molequinho dormir, peguei um cobertor e pagando de Madre Teresa resolvi cobrir o coitado. Não que eu estivesse preocupada com ele sentindo frio ou não que pra isso ele tinha mãe e pai a bordo. Eu fui era cobrir o pé do moleque. Não resolveu. Passageiros do outro lado do corredor estavam reclamando e eu que tava do lado dele já tava pra pedir uma máscara de incêndio (smokehood). Resolvi pagar de burca e cobrir meu rosto com cobertor. O cansaço tomou conta do resto.
Cheguei em Frankfurt pra fazer a conexão do meu voo pra Houston. Ainda no avião eles mostraram um video na tela comum, porque os assentos não possuem monitor individual ( :0 x2 ) dizendo que o aeroporto era um dos 10 maiores do mundo. Tenho pavor quando dizem isso! Isso quase sempre significa que você vai ter que andar loooongas distâncias pra fazer sua conexãom, já que Murphy é mais, e certeza que seu portão não vai ser a menos de uns 500 m de distância. Dito e feito. Cheguei exausta, sem nada pra fazer por 5 horas. Chance pra se esticar, pega uns quatro assentos juntos na área de embarque, eyeshade e se joga bonita!
Acordo com uma criançada indiana fazendo barulho estridente perto de mim e de outros passageiros que também estavam dormindo enquanto a mãe nao dizia nada, pra variar, e uma menininha indiana de uns 3 anos de idade olhando bem na minha cara e tentando mexer na minha mala. Queria cozinhar aquela criançada com curry. Dou meu dedo mindinho que Gloria Perez só fez essa novela porque não viaja de econômica na Ásia.
Finalmente embarque pra Houston. Dessa vez a ground staff acertou e me colocou bem na saída de emergência, com espaço pra esticar minahs pernas, janela e apoio pra cabeça. Fui tranquila e serena. Passageiro do lado era um militar americano que dormiu o voo inteiro e quando cansava de dormir cochilava. Mais uma vez não tinham tvs individuais (shameeee, Lufthansa!) mas consegui assistir dois filmes antes de apagar de vez três horas antes de pousar.
Em solo uma fila quilométrica pra imigração, fomos misturados com um voo que veio do México ( :0 velocidade 5), todo mundo de máscara, povo já apavorado. Demoro quase uma hora pra passar na imigração. Como em câmera lenta chego na esteira segundos depois de ver o funcionário tirar minha mala da esteira e jogar no chão (FDP!!!). Um cachorinho beagle vem cheirar minha mala pra ver se acha "tóchico". Enfim liberada. Abrem-se as portas e vejo ao longe (mesmo míope) o meu chinês. Dou um abraço aliviada e não vejo a hora de chegar em casa. Penso comigo: "calma Priscila, a econômica já passou".
Cheguei em Dubai já com a logística preparada. Mala no HQ da empresa, roupa pra trocar já dentro na bagagem de mão. Troquei de roupa na velocidade da luz, peguei minha mala e pulei dentro do primeiro taxi rumo ao Terminal 1 de Dubai, o terminal velho, sentindo uma mágoazinha por não embarcar no Terminal 3, que é exclusivo pra Emirates.
Contando os minutos cheguei no Terminal com tempo de sobra. Em agradecimento a todos santos resolvi pagar penitência e dei Dhs 5 de gorjeta pro taxista ( :O ) Até agora não acredito que fiz isso, mas tudo bem. Quem mora em Dubai sabe porque eu digo isso. Fazendo o check-in encontro uma colega de companhia no balcão que simpaticamente bloqueou 4 assentos para que eu pudesse descansar. Ueba!
Ledo engano. Preparando pra partir me entra uma família árabe com umas 5 crianças. Na boa que aposto U$ 100 que esse povo morava no deserto por simples dedução. Primeiro: certeza que onde eles moram não tem tv nem internet porque não é possível ter aquela escadinha de criança remelenta se você tem mais o que fazer da vida. Segundo: aquelas crianças não deviam tomar banho há mais de uma semana. Sabe povo que tem até crosta de sujeira na cara? Era assim.
O pai FDP com certeza que reservou os assentos da frente, mas como tinha um homem sentado, olhou pra cara da otária aqui que sonhava em dormir o voo inteiro e pensou que ela dava pra babá e pediu pra sentar as crianças do meu lado. Como todo mundo se comove com crianças (menos eu) resolvi não reclamar com medo de ser linxada e as crianças xexelentas sentaram do meu lado.
Quando eu falo xexelenta, não me leve a mal. É que o molequinho que tava perto de mim tinha o chulé mais fedorento que já vi em um classe econômica na minha vida, e olha que de chulé a econômica tá tão cheia quanto o inferno tá de cheio de boas intenções. Nessa hora eu queria subir nas tamancas com os pais mas resolvi procurar por um spray na galley com as colegas de profissão. Não tinha spray. Hora do Plano B!
Esperei o molequinho dormir, peguei um cobertor e pagando de Madre Teresa resolvi cobrir o coitado. Não que eu estivesse preocupada com ele sentindo frio ou não que pra isso ele tinha mãe e pai a bordo. Eu fui era cobrir o pé do moleque. Não resolveu. Passageiros do outro lado do corredor estavam reclamando e eu que tava do lado dele já tava pra pedir uma máscara de incêndio (smokehood). Resolvi pagar de burca e cobrir meu rosto com cobertor. O cansaço tomou conta do resto.
Cheguei em Frankfurt pra fazer a conexão do meu voo pra Houston. Ainda no avião eles mostraram um video na tela comum, porque os assentos não possuem monitor individual ( :0 x2 ) dizendo que o aeroporto era um dos 10 maiores do mundo. Tenho pavor quando dizem isso! Isso quase sempre significa que você vai ter que andar loooongas distâncias pra fazer sua conexãom, já que Murphy é mais, e certeza que seu portão não vai ser a menos de uns 500 m de distância. Dito e feito. Cheguei exausta, sem nada pra fazer por 5 horas. Chance pra se esticar, pega uns quatro assentos juntos na área de embarque, eyeshade e se joga bonita!
Acordo com uma criançada indiana fazendo barulho estridente perto de mim e de outros passageiros que também estavam dormindo enquanto a mãe nao dizia nada, pra variar, e uma menininha indiana de uns 3 anos de idade olhando bem na minha cara e tentando mexer na minha mala. Queria cozinhar aquela criançada com curry. Dou meu dedo mindinho que Gloria Perez só fez essa novela porque não viaja de econômica na Ásia.
Finalmente embarque pra Houston. Dessa vez a ground staff acertou e me colocou bem na saída de emergência, com espaço pra esticar minahs pernas, janela e apoio pra cabeça. Fui tranquila e serena. Passageiro do lado era um militar americano que dormiu o voo inteiro e quando cansava de dormir cochilava. Mais uma vez não tinham tvs individuais (shameeee, Lufthansa!) mas consegui assistir dois filmes antes de apagar de vez três horas antes de pousar.
Em solo uma fila quilométrica pra imigração, fomos misturados com um voo que veio do México ( :0 velocidade 5), todo mundo de máscara, povo já apavorado. Demoro quase uma hora pra passar na imigração. Como em câmera lenta chego na esteira segundos depois de ver o funcionário tirar minha mala da esteira e jogar no chão (FDP!!!). Um cachorinho beagle vem cheirar minha mala pra ver se acha "tóchico". Enfim liberada. Abrem-se as portas e vejo ao longe (mesmo míope) o meu chinês. Dou um abraço aliviada e não vejo a hora de chegar em casa. Penso comigo: "calma Priscila, a econômica já passou".

reza pra eu ganhar na mega sena. e a volta eu te garanto uma 1st class, com direito a mt chocolate, e champagne, pra conter a sua depressão de deixar o seu chines!