Moscou - Rússia

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Mockba!

Parece que eu já estava esquecendo. Mas antes tarde do que nunca. Ficou faltando falar sobre Moscow. Momento pra uma respirada forte... Vamos lá.
Eu pedi por esse voo. um dos meus sonhos sempre foi ir pra Moscou. Vai saber a razão. Li muito sobre a história russa, nunca visitei um país que já foi comunista, Dostoievski é meu autor predileto e vodka é sempre bem vinda. Desde o voo deu pra peceber um pouco da maior característica desse povo maravilhoso: o mau humor.

Fui com aquilo na cabeça. Como pode um povo não sorrir pra nada? Tudo bem que um povo que só toma suco de tomate nessa vida não poderia ser feliz. Mas eles bebem vodka como água, pensei eu. Fico tão alegre e feliz quando bebo vodka... Mas parece que isso não funciona para eles. Em pouco tempo eu iria descobrir.

Chegando no aeroporto o caminho entre o aeroporto e o ônibus parecia eterno. Respirava e saia vapor da boca. Frio do car@!#%. Corri pra dentro do ônibus e aí foi um longo caminho até a cidade. Começa com uns cenários rurais mas logo já é possível ver as igrejas, cristãs ortodoxas, que por mais que sejam mais estrictas que a católica romana, tem umas igrejas bem mais alegrinhas, todas coloridas. Outra marca de Moscou que foi logo aparecendo foram os condomínios, ainda da era comunista, bem parecido com os prédios que no Brasil costumamos apelidar de "pombais". A diferença eram os canos horrendos e gigantescos que iam acompanhando a rua e que servem para o aquecimento dos apartamentos. Bem no estilo comunista, cosntruiram os apartamentos deixando todo mundo se ferrar com o frio e posteriormente foi necessário construir esse sistema para remediar.

Chegando no hotel, não consegui me conter em pensar que em poucas horas estaria na famosa Praça Vermelha. Mas como chegar lá? Tudo é escrito em russo. TUDO. Todo mundo só fala russo. TODO MUNDO. Impossível fazer qualquer coisa. Meus planos já estavam indo por água abaixo quando o único membro da equipe que falava russo e que conhecia bem Moscou decidiu desistir dos seus planos e em um ato de extrema generosidade levar a galera em um tour.

Lá foi a turma, mais de 10 pessoas. Ele todo generoso servindo de tradutor pra trocarmos dinheiro, comprar os tickets do metrô. Entrando no metrô, uns rapazes começaram a tirar fotos das meninas. Ele coitado, todo franzino foi lá falar alguma coisa em russo. Como todo russo é rude por natureza, começamos a ficar preocupados porque o tom da conversa não tava agradável. Já estava preparando pra briga quando ele apertaram as mãos e começaram a conversar sobre sei lá o que. Nisso um dos rapazes sai correndo do metrô e o outro perdeu a saída. Ele puxa uma alavanca de emergência que serve pra parar o vagão. Claro que essa alavanca não funciona. Aqueles trens devem estar lá desde o início da Guerra Fria. Enfim, a alavanca não funciona, mas bateu na cabeça de uma mulher. Ela começa a gritar impropérios pro rapaz, que não tá nem aí. Enfim chegamos na Praça Vermelha.

O bom é que os principais pontos turísticos estão no mesmo lugar. A Praça, com o Kremlin à direita e a famosa Catedral de São Basílio ao fundo. A Praça é gigantesca, mas a Catedral é tão pequena comparada com a impressão que passa nas fotografias. Parece um bolo confeitado. Muito linda mas fiquei desapontada. Outra atração é o mausoléu de Lenin. Infelizmente está fechado há muito tempo. Como o corpo dele estava exposto a visitação, possivelmente começou a deteriorar. Queria muito ver o corpo dele. Não pra adorar, mas pra ter certeza que o desgraçado m-o-r-r-é-u!

Tudo isso eu vi rapidinho. Mesmo sendo primavera, a sensação térmica na Praca era de pelo menos -7C. Mesmo preparada, estava sentindo meus dedos congelarem. Não via a hora de voltar pro hotel. Nisso todo mundo já tinha dispersado e fiquei meio perdida naquela Praça imensa. Pra minha salvação, o rapaz que falava russo veio pra me resgatar. E ele fazia isso com todo mundo. Pensando naquele frio, eu deixava qualquer um perdido, não voltava nem se me pagassem.

Comer era um sacrifício. Não sei se existe uma comida típica russa. Duvido. Apelamos pras grandes cadeias alimentícias. Fomos de SBarro Pizza. Detalhe que quando você pede a pizza, no caminho até a mesa ela já esfriou. Enfim decidimos ir embora. Metrô novamente. Detalhe que as estações em Moscou são consideradas uma das mais bonitas do mundo, um museu. Infelizmente não deu tempo desta vez de fazer o tour. Estava sentada e começo a rir. O rapaz de Moscou pergunta o porque. Eu havia acabado de ver duas senhorinhas tentando sair do vagão, e como estavam saindo devagar, pela idade é claro, o outro senhor que estava do lado de fora só puxou as duas para fora porque ele queria entrar. Mais um exemplo.

Pensar em Moscou, pensar em Rússia, é pensar em frio. Na verdade não sei nem como é possível aquele povo morar lá. Não dá pra ser feliz ou engraçado naquele clima. E a desculpa de ter estado por muito tempo sob regime comunista não cola. Taí o povo cubano de prova que, mesmo sob as barbas do Fidel, continua dançando salsa.


Uma das estações do Metrô


Praça Vermelha


O crew


Centro exato de Moscou


Entrada da Praça Vermelha


Catedral de São Basílio


McDonalds sempre salvando a pele


Deveria ser bem bonita a Catedral iluminada. 
Mas eu não voltava lá naquele frio nem a tiro de 12



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