Dubai aqui estou
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
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Dubai
1 comentários
Ok, lá vamos nós. Depois de um longo processo que começou em outubro de 2008 cheguei ao ponto final, ou melhor, o começo de um novo tempo, com desafios e provações ainda maiores. Primeiramente peço desculpas a todos de quem não me despedi (se alguém estiver mesmo incomodado com isso, heehehe) mas é que não tinha certeza ainda que estava vindo de vez pra Dubai, e estava indo para Houston. Acontece que minha confirmação final só veio duas horas antes de eu ir para o aeroporto. Pois bem, fui para Houston passar as duas semanas anteriores a minha vinda pro oriente-médio (hifén?) e não conseguia mais conter a ansiedade para chegar logo aqui. Não que eu quisesse vir logo, não mais. Só que eu não aguentava mais ter pesadelos todas as noites sobre perder o meu voo pra Dubai. A preocupação era com o curto espaço de tempo entre minha chegada em São Paulo depois de uma conexão de Houston pra Miami e São Paulo e o embarque pra Dubai no mesmo dia. Apesar de um voo maravilhoso com a Tam e com a sorte de ter duas poltronas livres só pra mim, não consegui dormir no voo pois não há santo que me faça dormir cedo. Como sempre os fofos do Tom e Purffy (um beagle!!) me receberam muito bem até a hora do meu embarque. Todos a bordo, lá estou super nervosa, triste, saudade da família, sem ter muita idéia de onde eu ia parar. Logo a equipe de bordo descobriu que eu era uma new joiner, ou seja, alguém que está entrando agora na empresa. Encheram-me de mimos, deram uma prévia de como será minha nova vida e me apresentaram o avião inteiro, inclusive a famosa primeira-classe da Emirates. Um dos comissários, um sul-africano, fez um passarinho com uma das toalhas úmidas que nos dão para limpar as mão antes de cada refeição. Parecia um origami! Não me perguntem como ele fez isso, mas era lindo. Ainda com o carinho de um botão de rosas e me entregaram. Pequenos gestos foram me acalmando e criaram a expectativa de um dia trabalhar com pessoas tão bacanas quanto essas. Infelizmente não consegui ver muita coisa do voo, já que eu pedi janela mas a menina do aeroporto, após elogiar minha maquiagem, acho que se atrapalhou e acabou marcando o único acento de janela que não tem janela em todo o avião. Que graça tem ir na janela sem janela e ainda ter que ficar pedindo licença toda vez que quiser se levantar? Mas os aviões tem câmeras na frente e embaixo da aeronave que possibilita assistir a tudo pelas telas individuais que no caso da Emirates possuem um serviço chamado ICE - Informação, Comunicação e Entretenimento, que é realmente bem completo. Consegui dormir muito pouco. Ao meu lado um koreano que não falava inglês e que simplismente era escarrado e cuspido a cara do Khanh. Tudo bem asiáticos a primeira vista parecem todos iguais, mas não são, e eu vim toda a viagem assombrada com aquela semelhança. Ao fim do vôo, um presente super especial: Cassandraa. Sim com dois "as", como um rugido. O crew (equipe), conseguiu fazer com coisas mais improváveis e o bonequinho que dão de brinde para as crianças um mascotinho customizado e depois me presentearam. Agora Cassandraa é minha! Chegada em Dubai, despedi do crew, peguei alguns contatos e fui encontrar o Marhaba Staff, meninas em blazers amarelos que nos esperam com plaquinhas com nosso nome e nos ajudam com o visto, bagagem e nos levam até o escritório que nos encaminhará para a acomodação. Esperei por outra pessoa que me entregou documentos, me deu mais instruções e chamou o motorista pra me levar. Daí pra frente foi eu, Deus e o motorista indiano que não dizia uma palavra e não sabia onde era o hotel. Ai que desespero, enquanto tive uma pequena prévia da cidade passando pela Sheikh Zayed Road, a principal daqui e vendo ao fundo o Burj Al Arab e me sentido em outro planeta, aos poucos a parte mais bonita da cidade foi ficando para trás e uma área mais afastada de prédios em contrução foi aparecendo. O motorista ia parando em cada porta de hotel para ver o nome demostrando que não sabia onde estava indo. Cada biboca e eu rezava pra nao ser ali. Cada vez que ele acelerava era um alívio. Só estava um pouco mais tranquila pois já haviam me avisado que era a apenas 5 minutos caminhando de distância entre o hotel e o Mall of The Emirates. Enfim ele achou. Uma ruazinha, nada especial, mas um hotel legal. Chego e já me avisam que já tenho flatmate. Entro no apartamento (apartamento mesmo) e vejo que ela não está. Fico assustada. Tem uma caixa de Heineken na geladeira. Sinto cheiro de cigarro na casa e consigo ver uma garrafa de whisky no quarto dela. Caracaaa! Depois de algumas conversas vejo que ela é gente boa, o único problema realmente é o cigarro, que ainda não sei como vou lidar. Pedir pra trocar de acomodação no momento só em último caso. Fui tentar dormir, mas foi difícil. Muita coisa nova na cabeça aquela ansiedade por estar em um lugar totalmente diferente e longe de todos. Passei dois dias dentro do hotel esperando assimilar as coisas antes de andar em uma cidade totalmente diferente culturalmente mas que é tranqüilizante pelo fato de não ter abandonado suas raízes mas aprendido a receber pessoas do mundo todo. Não posso reclamar de nada, pois batalhei e pedi muito a Deus por isso e agora aqui estou. Só espero que ele continue me iluminando e fazendo minha vida sempre cheia de surpresas maravilhosas, e keeping me descovering!
É... eu tô longe!
No Air Show é possíver ver pra que lado está Meca, assim os mulçumanos podem fazer suas orações
O meu passarinho feito com toalha quente
A Marhaba staff me conduzindo no aeroporto de Dubai. Detalhe para as palmeiras dentro do aeroporto. Coisas fantásticas de Dubai
E finalmente... Cassandraa!
Que linda, falou de mim e do purffy. Beijos e mto sucesso pra vocÊ.