A verdadeira Dubai - Parte 2

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Deira


Como prometido, voltei com pra falar sobre a verdadeira Dubai, o dia em que fui conhecer o souk. Souk pra quem não sabe é o equivalente em Árabe para mercado. A "25 de Março" do povo daqui. Chegamos no bairro totalmente perdidos. Decidimos ir seguindo o curso do rio. Logo avistamos um tipo de barco ônibus que o povo entrava. Descobrimos que era o waterbus e que ônibus ia para o outro lado, onde realmente ficava o souk. Desembolsamos Dhs 4 e fumembora!


Pagando de turista no waterbus de Dhs 4



Nosso verdadeiro comandante. Filipino. Como eu sei? Tava ouvindo Journey no sonzinho do celular.


Do outro lado era surreal. Árabes bem na verdade eram poucos, na maioria eram os próprios comerciantes. O resto da moçada era tudo indiano. No masculino mesmo. Poucas mulheres e na maioria estrangeiras. Tô nem aí, o lance é andar desviando. Também vale lembrar que por ser um país mulçumano, eles acabam respeitando muito as mulheres é possível passar em uma multidão de homens sem ninguem nem te encostar.

Entrada do souk


Lá estava eu à procura de um relógio. Cabin crew é obrigado a usar relógio no serviço e isso vale ja pro College. Precisava de um marrom com detalhes em dourado. Claro que não queria gastar muito. Lauren, a miss Nova Zelândia, tava na mesma barca que eu. Entramos em uma lojinhas e paramos por em uma por final. Momento da barganha. Começou em Dhs 60. Depois de muita briga, caiu pra Dhs 25. A cabeçuda aqui que nunca comprou relógio em camelô (não que eu nunca tive, tive várias, mas nunca fui comprar) acabou levando a mercadoria sem testar. Resultado, o relógio da Lauren funcionava e o meu não. Tarde demais para voltar.

Depois de andarmos sem rumo a tarde toda, incluindo um passeio de barquinho de Dhs 1 cheio de emoção (melhor parte do dia, quero novamente) fomos para o Gold Souk. É la que se encontra ouro, muito ouro, inshalá! Acompanhando a tradição do souk, também é mais barato que as lojas nos shoppings. Mas é ouro, tanto ouro que ofusca! O gosto muitas vezes é duvidoso e eu nem gosto de ouro amarelo, mas se você adoraria ser a Hebe, alí é seu lugar.


Ouro, muito ouro, inshalá.

Enquanto andavamos pelo Golden Souk vimos que uma boa parte das lojas estavam fechadas, e nem eram 16h. Perguntamos e uma pessoa nos informou que a razão era porque era sexta-feira, o equivalente ao nosso domingo, entao era dia do Senhor, dia de descanso. Em um momento um rapaz nos chama perguntando se estavamos interessado em ver umas bolsas e relógios e só pediu para que o segui-se. Não entendemos nada mas fomos sem medo. Numa das vielinhas ele abriu uma porta estreita com uma escada. Subimos, ele abriu a porta de uma sala. Quando entramos era pequena sala forrada de imitações de bolsas, óculos e relógios de marca. Surreal!!!

Barquinho de Dhs 1. A emoção é de graça.


A porta era trancada por dentro e tinha um circuito interno de tv. Pensei comigo: uadarréu is that? Parece que falsificações aqui são realmente levadas como crime. O André queria os "piratinhas", queria DVD. Uma ligação e uns 15 min depois o cara tava lá com uma bolsa. Quando ele foi tirando os filmes da bolsa, muitos deles eram pornôs. Gelei. Senti-me em uma boca de fumo, já que pornografia é crime grave aqui. Explicamos que não era o que queríamos e ele tentou empurrar uns filmes "bollywoods". Andressa tava curiosa com os filmes da

Índia. Valéria que não deixa de tirar um sarro perguntou se tinha Golimar. Eu só ria. Indiquei pra Andressa um filme do Shah Rukh Khan que nunca vi mas que sei que é o bam-bam-bam da turma da curry. Primeira oferta: Dhs 120. Minha vontade era mandar o cara enfiar aquele DVD você sabe onde. Mas não posso xingar aqui, é crime também.

Depois de briga de foice na barganha ela acabou levando o DVD por Dhs 20. O povo aqui tem uma tecnologia, que ainda não me arrisquei a conhecer, de colocar uns 30 filmes dentro de uma única mídia piratinha. Não me pergunte como, mas é como comprar um DVD e virem 30 filmes. Não via a hora de sair dalí.

Resultado: andamos um dia inteiro, conhecemos um lado da cidade que ainda não conhecíamos e claro fizemos uma comprinhas desenvolvendo o poder da pechincha. Espero voltar em breve.

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